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Economia

Haddad destaca que Brasil possui colchão de proteção contra turbulências externas

Vitória News 12/04/2025 07:57

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou nesta sexta-feira (11) que o Brasil está preparado para enfrentar possíveis crises econômicas externas, destacando que o país conta com um "colchão de proteção" composto por reservas cambiais robustas, saldo comercial positivo e uma super safra. Durante sua entrevista à BandNews TV, Haddad afirmou que o Brasil possui uma base sólida que lhe garante capacidade para superar os riscos decorrentes de taxações impostas por países como os Estados Unidos, liderados por Donald Trump.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Brasil está em uma situação confortável"

O ministro destacou que, em um cenário global incerto, o Brasil tem garantido sua estabilidade por meio de uma série de medidas econômicas bem-sucedidas nos últimos anos. "O Brasil tem de US$ 75 bilhões a US$ 95 bilhões de saldo comercial. Além disso, contamos com mais de US$ 300 bilhões em reservas cambiais", ressaltou. Segundo Haddad, o país se encontra em uma posição vantajosa, diferente de outros momentos críticos, como a crise financeira de 2008.

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Comércio global e relação com grandes blocos econômicos

Fernando Haddad também abordou a importância da política externa do Brasil, destacando que o país tem relações comerciais com o mundo inteiro e sempre procurou abrir novos mercados. "Desde que o presidente Lula assumiu o mandato, o Brasil passou a estreitar laços comerciais com várias nações", afirmou o ministro. Ele acredita que, apesar das incertezas causadas pelas políticas externas de países como os Estados Unidos, o Brasil está em uma posição privilegiada devido ao aumento das exportações para os três maiores blocos econômicos: Estados Unidos, União Europeia e China.

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De acordo com o ministro, o país tem se beneficiado de um acordo de livre comércio com a União Europeia, o qual, na visão de Haddad, pode ser acelerado devido aos recentes eventos internacionais. "O Brasil pode enfrentar uma situação externa e tem condições de superá-la", declarou, enfatizando que a dependência do cenário global, embora significativa, afeta todos os países de maneira similar.

Projeções econômicas: PIB e inflação

Em relação à economia interna, Haddad admitiu que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode ser impactado pelos desafios globais, mas acredita que o impacto será moderado. "Podemos, eventualmente, sofrer algum impacto devido aos movimentos econômicos internacionais", avaliou. Apesar disso, o ministro manteve sua previsão otimista, estimando um crescimento de 2,5% para a economia brasileira este ano.

Quanto à inflação, Haddad afirmou que espera uma "normalização" dos índices, com a inflação retornando a patamares mais adequados ao longo de 2025, à medida que as condições internas e externas se ajustem. "A inflação tende a se comportar de maneira mais controlada ao longo do ano", concluiu.

Essas declarações refletem a confiança do governo brasileiro na resiliência da economia nacional, mesmo diante de desafios globais, e sua disposição para seguir avançando no comércio internacional e nas relações econômicas externas.

Fontes: ABr/BandNews

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