Conflito pressiona gás, fertilizantes e energia, com efeito direto no bolso e na inflação
A escalada da guerra no Oriente Médio já começa a gerar efeitos indiretos no Brasil, com potencial de impacto no preço dos combustíveis, dos alimentos e na inflação.
O conflito afeta diretamente regiões estratégicas para a produção de petróleo, gás e fertilizantes — insumos essenciais para a economia brasileira.
Com riscos à produção e ao transporte de petróleo, o mercado internacional tende a reagir com alta nos preços. Isso pode impactar diretamente o custo da gasolina e do diesel no Brasil, que seguem referências globais. Além disso, a redução da oferta de gás pode levar países a recorrerem ao carvão, aumentando custos e emissões.
A guerra também afeta a exportação de ureia e outros fertilizantes, fundamentais para o agronegócio. Com insumos mais caros, o custo de produção agrícola sobe — e isso pode chegar ao consumidor final. Países importadores já enfrentam pressão nos preços, cenário que pode atingir o Brasil em cadeia.
O impacto não é apenas negativo. Com menor oferta global, alguns produtos brasileiros podem ganhar competitividade no mercado externo.
Ao mesmo tempo, o custo interno de produção pode subir, reduzindo margens para produtores.
A combinação de fatores pode gerar: