Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h10m
Vitória News — Um jornal de verdade
Economia

Governo não tem problema em corrigir rota, diz Haddad após recuo em parte das medidas do IOF

FolhaPress 23/05/2025 10:27

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (23), que o governo não tem problema em corrigir rota, "desde que o rumo traçado pelo governo seja mantido", após a pasta recuar de parte das medidas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) anunciadas na véspera.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Vamos continuar o diálogo", disse ele a jornalistas em São Paulo. De acordo com Haddad, a alteração na regra da tributação dos fundos brasileiros que fazem investimentos em ativos no exterior foi motivada por alertas de operadores do mercado.

"Entendemos que, pelas informações recebidas, valia a pena fazer uma revisão desse item para evitar especulações que não são próprios do governo ou da Fazenda, de inibir investimentos. Não tem nada a ver com isso", afirmou.

O novo decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na madrugada desta sexta, antes da abertura dos mercados.

Haddad frisou, no entanto, que o restante das medidas de elevação do IOF estão mantidas. É o caso, por exemplo, de operações com cartões de crédito e débito internacionais, cartão pré-pago internacional, cheques de viagem para gastos pessoais, cuja alíquota passou de 3,38% para 3,5%.

SESC PICASSO

Assim, foi revertida a tendência de queda do imposto nos próximos anos. A medida estava prevista em decreto editado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando a alíquota estava em 6,38%, e buscava alinhamento com as práticas da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), grupo do qual o Brasil almeja fazer parte.

O ministro da Fazenda falou em "equalização". "O governo anterior não reduziu a alíquota. Baixou um decreto para que nós reduzíssemos, mas ele cobrou o tempo todo a alíquota superior", disse.

Haddad disse que as medidas anunciadas nesta quinta-feira, de congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas, além do aumento do IOF, são "duras, mas na direção correta".

Operações internacionais

O alcance das medidas foi alvo de críticas de empresários ouvidos pela Folha. "É uma explosão de arrecadação insuficiente para uma expansão assustadora do gasto público e não tem como dar certo", disse Flávio Rocha, da Riachuelo.

CONTADOR - BONUS

Dados da plataforma BuzzMonitor, que acompanha tendências nas redes sociais, apontam para um pico histórico de menções ao IOF. Cerca de 74% das 1.500 publicações coletadas pelo site nas últimas 24 horas, principalmente do X, tinham conotação negativa.

O aumento no IOF acabou ofuscando a divulgação do congelamento de R$ 31,3 bilhões de despesas do Orçamento deste ano.

Mais cedo, auxiliares do presidente Lula reclamaram do vazamento da medida antes de o mercado fechar. O ministro dos Transportes, Renan Filho, antecipou as informações.

Mais informações em instantes.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas