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Economia

Governo Lula recebe plano de contingência contra tarifa de 50% dos EUA e mantém prioridade no diálogo

Vitória News 29/07/2025 09:21

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem em mãos o plano de contingência elaborado pelo governo federal para mitigar os impactos da tarifa de 50% que os Estados Unidos pretendem aplicar sobre produtos brasileiros. A medida, que poderá entrar em vigor já na próxima sexta-feira (1º), motivou a mobilização de quatro ministérios e articulações diplomáticas de alto nível para tentar evitar prejuízos ao setor produtivo nacional.

O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após reunião com representantes da equipe econômica e do setor de comércio exterior. “Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a decisão dos Estados Unidos no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou o ministro.

Ministérios envolvidos e estratégia diplomática

O plano foi elaborado de forma conjunta pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); das Relações Exteriores; e pela Casa Civil. As medidas propostas buscam proteger empresas brasileiras que poderão ser afetadas diretamente pela elevação da tarifa, cuja justificativa oficial de Washington ainda não foi tornada pública.

Apesar da prontidão para adotar medidas emergenciais, Haddad enfatizou que a estratégia prioritária do governo brasileiro segue sendo o diálogo. “Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, reforçou.

Negociação com reserva e articulação com Alckmin

Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil mantém conversas “com reserva” com autoridades dos Estados Unidos, sinalizando esforços diplomáticos para convencer a administração norte-americana a recuar da decisão.

Segundo Haddad, Alckmin está em “contato permanente e à disposição permanentemente” das autoridades dos EUA. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos vai tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, destacou o ministro da Fazenda.

Próximos passos

O plano de contingência segue em análise no Palácio do Planalto, enquanto o governo aguarda a posição final de Washington. Caso os Estados Unidos mantenham a taxação, o Brasil poderá acionar mecanismos de retaliação previstos em acordos internacionais ou adotar medidas internas para amortecer os efeitos sobre os exportadores nacionais.

A expectativa é de que, até sexta-feira (1º), haja uma definição por parte do governo estadunidense. Enquanto isso, Brasília permanece em alerta e com o discurso afinado: prioridade total para o diálogo, mas com alternativas preparadas.

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