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Economia

Governo aciona tropa de ministros para atuar junto às bancadas e garantir aprovação de pacote

FolhaPress 19/12/2024 17:56

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Palácio do Planalto acionou na noite de quarta-feira (18) uma tropa de ministros que são congressistas para trabalhar junto às bancadas partidárias e garantir a aprovação das medidas que integram o pacote de contenção de gastos do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com relatos, o ministro Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) ligou para colegas da Esplanada após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter encerrado a sessão do plenário sem avançar nas propostas diante do receio de não ter votos suficientes para a sua aprovação.

Foram acionados ministros do MDB (Renan Filho e Jader Filho), do União Brasil (Juscelino Filho e Celso Sabino) do PSD (Carlos Fávaro, Alexandre Silveira e André de Paula), do PP (André Fufuca) e do Republicanos (Silvio Costa Filho).

Padilha repassou a cada um deles como as respectivas bancadas tinham votado, indicando os deputados ausentes e que se posicionaram contra as medidas. Até mesmo ministros que não são deputados entraram em contato com seus colegas de partido.

Na manhã desta quinta (19), a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) enviou ao líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), um mapa com o retorno que obteve dos ministros para seguir com o acompanhamento.

SESC PICASSO

O próprio ministro Fernando Haddad (Fazenda) passou a manhã desta quinta em diversas ligações em seu gabinete na sede da pasta.

Um ministro acionado por Padilha diz à reportagem, sob reserva, que entrou em contato com cada um dos deputados de seu partido. Ele afirma que acompanhou a sessão direto de seu gabinete e ligou para os parlamentares que ainda não tinham registrado seus votos.

A avaliação é a de que quando o governo atua de forma coordenada, é possível "fazer a coisa andar" no Congresso.

Até poucos momentos antes de o resultado da votação do texto-base da PEC (proposta de emenda à Constituição) ter sido anunciado, líderes não sabiam dizer se ela seria aprovada ou não.

CONTADOR - BONUS

No primeiro turno, foram 344 votos favoráveis, uma margem larga em relação ao mínimo de 308 votos necessários para uma alteração constitucional.

Além da mobilização dos ministros, o governo também precisou sinalizar que irá abrir o cofre para ajudar a destravar a votação. Como a Folha de S.Paulo revelou, o Palácio do Planalto negociou com o Congresso a liberação de emendas extras para serem distribuídas a deputados e senadores que votassem favoravelmente ao pacote.

Segundo parlamentares a par das tratativas, essa emenda "pré-datada" será de até R$ 5 milhões para cada deputado que votar a favor das medidas e de cerca de R$ 12 milhões por senador.

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