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Economia

Google lança Gemini 3 e fala em salto rumo à superinteligência artificial

FolhaPress 18/11/2025 13:20

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Google lançou nesta terça-feira (18) o Gemini 3, nova versão de seu modelo de inteligência artificial generativa que, segundo a empresa, supera seus antecessores e principais rivais em testes padronizados.

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A big tech diz que a IA é a mais avançada em termos de raciocínio, construída para capturar profundidade e nuances, como perceber pequenos detalhes de uma ideia ou resolver um problema complicado em partes.

Além de ser o motor por trás do site e aplicativo de mesmo nome, onde é possível interagir com a ferramenta, o Gemini também está presente em recursos dos principais produtos do Google, como o buscador e as ferramentas de produtividade como Docs e Gmail.

O Gemini 3 Pro, disponibilizado nesta terça, alcança 1.501 pontos no placar referente à geração de textos do LMArena, um dos principais parâmetros de desempenho de IAs. O primeiro colocado hoje é o Grok 4.1, ainda em testes, com 1.483 —o Gemini 2.5 Pro tem 1.452, e o GPT 4.5, 1.442.

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"Suas respostas são espertas, concisas e diretas, trocando clichês e bajulação por ideias genuínas —dizendo o que você precisa escutar, não apenas o que você quer escutar", afirma a empresa.

O modelo também apresenta avanços em parâmetros de multimodalidade (capacidade de processar texto, vídeo e áudio ao mesmo tempo, por exemplo), em precisão factual e em matemática. Com o recurso Deep Think ativo, disponível para usuários pagantes, ainda é possível aumentar a potência.

A empresa disse em comunicado que o lançamento representa um grande passo em direção à AGI —inteligência artificial geral, aquela que superaria os humanos em qualquer atividade.

O aceno ocorre em meio às dúvidas sobre se o mercado de IA seria ou não uma bolha financeira, impulsionada pela disparada das ações das empresas de tecnologia, investimentos bilionários em diversos setores, mas pouco retorno no mundo real.

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Questionado sobre o assunto em videochamada com jornalistas, Koray Kavukcuoglu, CTO do Google DeepMind, disse que o valor das IAs está no aprendizado, tanto na programação de software quanto na educação.

Parte da empolgação é devido ao lançamento do que a empresa chama de "interfaces generativas" no Gemini. O usuário, por exemplo, pode pedir um plano de uma viagem à Europa e o robô passará a retornar não apenas texto, mas um itinerário visual e interativo, como uma página na web clicável.

"Estou bastante animado com a forma como as pessoas vão usar isto para explorar novos tópicos que lhes interessam. Acho que isso vai elevar a velocidade e a fidelidade da experiência de aprendizagem", disse.

A estreia do Gemini 3 também marca a primeira vez que o principal produto de IA chega simultaneamente ao produto mais rentável do Google, a Busca. A aba Modo IA no buscador terá agora uma opção para aprofundar as pesquisas e retornar resultados interativos e mais completos.

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No âmbito da programação, a big tech lançou a plataforma de desenvolvimento Antigravity, voltada para programação agêntica, que transforma a IA em um "parceiro ativo" do profissional. Agora, os agentes podem planejar e executar tarefas complexas do início ao fim a serviço do usuário.

O lançamento reforça a tendência chamada "vibe coding", a programação de software com base em comandos de texto corrido. Em exemplo divulgado pela empresa, o usuário pede para a IA criar um site de monitoramento de voos —o robô programa, testa e executa o software sozinho.

Segundo o Google, o aplicativo do Gemini já tem mais de 650 milhões de usuários mensais ativos, dos quais 13 milhões são programadores que usam a ferramenta para trabalhar. A OpenAI, dona do ChatGPT, disse em setembro que o aplicativo é usado por 700 milhões de usuários mensais.

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