Avanço da pauta no Senado leva empresas do setor a rever escalas, processos e uso de tecnologia para preservar vendas e produtividade
O possível fim da escala 6x1 pode provocar mudanças significativas no varejo brasileiro a partir de 2026. Pesquisas recentes indicam apoio majoritário da população à redução da jornada de trabalho, enquanto a proposta avança no Senado Federal, após análise na Comissão de Constituição e Justiça, com previsão de debates em plenário e audiências públicas.
Estudos de opinião mostram que mais da metade dos brasileiros é favorável ao fim do modelo atual, amplamente adotado no comércio. Ao mesmo tempo, levantamentos do setor produtivo apontam que alterações na jornada podem ter impacto econômico relevante, reforçando a necessidade de adaptação por parte das empresas. No varejo, mudanças na escala de trabalho afetam diretamente funcionamento das lojas, atendimento ao consumidor e conversão de vendas.
Diante desse cenário, análises do setor de consultoria em consumo e varejo indicam que a transição exigirá revisão de processos internos e maior foco em eficiência operacional. A adoção de práticas baseadas em dados, tecnologia e reorganização do trabalho surge como alternativa para preservar receita, margem e experiência do cliente.
Entre as principais medidas apontadas para enfrentar o novo contexto estão a reorganização de horários e turnos com base em dados reais de fluxo e vendas, o uso de ferramentas tecnológicas para apoiar equipes comerciais, o fortalecimento das vendas digitais como complemento ao atendimento físico, a automação de tarefas operacionais e a gestão orientada por desempenho, em vez de presença.
Com a discussão legislativa em andamento, o setor varejista acompanha os desdobramentos atentos aos impactos práticos da possível mudança. A avaliação predominante é de que a adaptação antecipada pode reduzir riscos operacionais e garantir maior competitividade em um cenário de transformação das relações de trabalho.