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Economia

Fécula de mandioca rende R$ 2,14 bilhões mesmo com queda na produção

Moagem de mandioca bateu recorde em 2025, mas menor extração de amido reduziu levemente a produção do derivado

Vitória News 23/06/2026 10:42

A indústria brasileira de fécula de mandioca fechou 2025 com avanço na moagem, aumento da capacidade instalada e alta no número de empregos diretos. Mesmo assim, a produção de fécula teve leve recuo no ano, segundo levantamento do Cepea/Esalq-USP em parceria com a Abam.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O estudo mostra que o esmagamento de mandioca pelas fecularias atingiu 3,13 milhões de toneladas em 2025, o maior volume da série histórica do Cepea. O resultado representa crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior.

Apesar da moagem recorde, a produção nacional de fécula somou 686,03 mil toneladas, queda de 0,5% frente a 2024. Segundo pesquisadores, o contraste entre mais raiz processada e menor produção de fécula está ligado à redução da taxa média de extração de amido pela indústria.

A valorização do produto, no entanto, sustentou o Valor Bruto da Produção. O preço médio nominal da fécula subiu 3,1% em 2025, chegando a R$ 3.122,47 por tonelada, no valor FOB indústria. Com isso, o VBP avançou 2,6% e alcançou R$ 2,14 bilhões.

O levantamento identificou 88 unidades industriais, ativas e fora de atividade, distribuídas por 65 municípios de Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Bahia e Pernambuco.

A capacidade instalada cresceu pelo quinto ano consecutivo e chegou a 25,6 mil toneladas por dia. O Paraná concentrou 65,6% da capacidade nacional, seguido por Mato Grosso do Sul, com 19,8%, e São Paulo, com 7,9%.

SESC PICASSO

O número de empregados diretos nas fecularias também aumentou. Em 2025, o setor somou 3.721 trabalhadores, alta de 7% em relação ao ano anterior.

Mesmo com a maior parte das unidades voltada apenas à fécula, a diversificação continuou avançando. Ao todo, 45,1% das empresas produziram pelo menos um derivado adicional, como amidos modificados, polvilhos, gomas para tapioca e misturas para pão de queijo.

Esses derivados somaram 355,8 mil toneladas, queda de 3,2% no ano. O destaque positivo ficou com os amidos modificados, cuja produção cresceu 31,2% e chegou a 155,6 mil toneladas, indicando avanço de produtos com maior valor agregado.

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Entre os principais destinos da fécula em 2025, o segmento de massas, biscoitos e panificação respondeu por 26,7% do total. Também aparecem atacado e redistribuidores, outras fecularias, papel e papelão, varejo, frigoríficos, tapioca semipronta e indústrias químicas.

Para 2026, a maior parte das empresas consultadas espera estabilidade. Segundo o levantamento, 57,4% dos respondentes projetam produção igual à de 2025, enquanto 29,4% esperam alta e 13,2% preveem queda.

No agregado, a expectativa do setor é de crescimento de 15,5% na produção neste ano. Até maio, estimativas do Cepea indicam produção de 360 mil toneladas de fécula, volume 4,1% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Fonte: Cepea/Esalq-USP e Abam.

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