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Economia

Exportações do agro capixaba superam R$ 5,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2025

Vitória News 16/05/2025 10:16
O agronegócio do Espírito Santo registrou desempenho recorde nos primeiros quatro meses de 2025, com divisas de US\$ 998,6 milhões (quase R\$ 5,6 bilhões) em exportações, crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024 (US\$ 950,1 milhões). Esse resultado supera todo o valor gerado no primeiro quadrimestre desde o início da série histórica para o setor capixaba. O avanço local ficou acima da média nacional, que apresentou alta de apenas 1,4% no valor comercializado e queda de 3,7% em volume. Do Espírito Santo, saíram 774,3 mil toneladas de produtos agrícolas rumo ao mercado internacional. As maiores variações positivas em valor foram registradas em pimenta-do-reino (+149,2%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e carne de frango (+19,1%). Já em quantidade, lideraram pescados (+105,7%), pimenta-do-reino (+48,2%), mamão (+34,0%), carne de frango (+26,9%), café solúvel (+26,9%) e gengibre (+19,2%). “O agronegócio capixaba continua avançando e atingindo novos recordes na geração de divisas. As exportações do setor somaram mais de R\$ 5,6 bilhões de janeiro a abril, um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria dos produtos capixabas apresentou valorização no mercado internacional. O café, principal destaque da pauta exportadora do Espírito Santo, manteve desempenho expressivo, reforçando a posição do Estado como um dos principais fornecedores globais da commodity, principalmente o café conilon, nosso carro-chefe”, comemorou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli. O complexo cafeeiro, a celulose e a pimenta-do-reino responderam por 94,3% do valor total exportado no quadrimestre. As cargas capixabas foram enviadas a 107 países, com destaque para os Estados Unidos (20,1% do faturamento), Turquia (11,2%) e Vietnã (6,4%). No conjunto das exportações do Espírito Santo, o agronegócio representou 32,9% do total. “Esses resultados evidenciam a competitividade do setor agropecuário frente a outros segmentos da economia capixaba. São números que refletem o empenho e a resiliência dos produtores e das agroindústrias do Estado, capazes de acessar mercados globais exigentes, oferecendo produtos sustentáveis e de alta qualidade”, pontuou Enio Bergoli. Em relação ao mercado norte-americano, responsável por 20,1% das exportações capixabas até abril, o cenário internacional desafia e, ao mesmo tempo, abre oportunidades para o café solúvel. “O mercado norte-americano, responsável por 20,1% das exportações do agronegócio capixaba até abril de 2025, apresenta oportunidades emergentes para nossos produtos, mesmo com cenário internacional adverso. O café solúvel foi o principal produto demandado. No acumulado do ano, os EUA importaram 41% do volume de café solúvel exportado pelo Espírito Santo, somando 28,6 milhões de dólares. Em um contexto de inflação nos Estados Unidos, impulsionada por tarifas sobre importações de países, como Vietnã e Indonésia, há uma tendência de busca por fornecedores alternativos. O Espírito Santo, com sua produção sustentável e de alta qualidade, está bem posicionado para atender a essa demanda crescente”, ressaltou Enio Bergoli. No ranking dos principais produtos exportados de janeiro a abril, o complexo cafeeiro lidera com US\$ 494,9 milhões (49,6% do total), seguido por celulose (US\$ 311,9 milhões; 31,2%), pimenta-do-reino (US\$ 135,3 milhões; 13,6%), mamão (US\$ 10,7 milhões; 1,07%), carne bovina (US\$ 8,8 milhões; 0,88%), chocolates e preparados com cacau (US\$ 6,0 milhões; 0,60%), pescados (US\$ 4,3 milhões; 0,43%), gengibre (US\$ 3,9 milhões; 0,39%), álcool etílico (US\$ 3,9 milhões; 0,39%) e carne de frango (US\$ 2,2 milhões; 0,22%). Diversos outros produtos somaram US\$ 16,7 milhões (1,7%). O Espírito Santo também se destacou nacionalmente como maior exportador brasileiro de gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participações de 57%, 67% e 41% respectivamente. No complexo cafeeiro (grãos, solúvel e torrado/moído), o Estado conquistou a segunda posição no ranking nacional de exportações de café e derivados.
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