As exportações do agronegócio do Espírito Santo bateram um recorde histórico entre janeiro e setembro de 2024, somando mais de US$ 2,55 bilhões (R$ 14,3 bilhões). Esse valor supera todos os resultados anuais anteriores desde o início da série histórica. O avanço de 77% em comparação ao mesmo período de 2023 (US$ 1,4 bilhão) reforça o protagonismo do Estado no setor.
Diferente do cenário nacional, que registrou queda de 0,23% no valor exportado, o Espírito Santo teve um desempenho expressivo, com mais de 2 milhões de toneladas de produtos exportados, um aumento médio de 8% em volume. O café conilon foi destaque, com um salto de 150,9% no valor e 116,1% no volume exportado.
Entre os principais produtos que alavancaram as exportações capixabas estão o café em grãos, carne bovina (+77%), celulose (+39,3%), e mamão (+38,9%). “Os preços internacionais continuam favoráveis, o que impulsionou o valor comercializado pelo Estado, especialmente o café, que se consolidou como o principal produto exportado”, afirmou Enio Bergoli, secretário de Agricultura do Estado.
O complexo cafeeiro, composto por café cru, solúvel e torrado, é o carro-chefe das exportações, representando 58,5% do total, com mais de 6,3 milhões de sacas enviadas para o exterior. O conilon, com crescimento de 158%, alcançou 5,9 milhões de sacas, consolidando o Espírito Santo como líder na produção e exportação desse tipo de café no Brasil.
Além do café, o Estado também lidera as exportações nacionais de gengibre, pimenta-do-reino e mamão. As mercadorias foram enviadas para 122 países, com os Estados Unidos sendo o maior comprador, responsável por 22,1% do valor exportado.
O crescimento robusto do agronegócio capixaba, com participação de 31,8% nas exportações totais do Estado, reflete a resiliência dos produtores locais, que continuam expandindo sua presença em mercados globais com produtos de qualidade e sustentáveis.
No entanto, uma ressalva importante envolve possíveis inconsistências nos dados de exportação de açúcar nos meses de fevereiro e março de 2024. A Secretaria da Agricultura investiga discrepâncias nos números e está em contato com as entidades responsáveis para corrigir a situação.