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Economia

Euro mais forte pode reduzir inflação mais do que se prevê atualmente, diz presidente do BCE

Estadão Conteúdo 05/02/2026 11:59

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que um euro mais forte pode reduzir a inflação mais do que se prevê atualmente, em entrevista coletiva após decisão de deixar os juros inalterados nesta quinta-feira, 5. Segundo ela, a moeda europeia tem se valorizado desde março do ano passado, e a instituição monetária não possui uma meta para a taxa de câmbio. "A faixa atual está muito alinhada com a média geral desde que o euro existe", disse.

Na ocasião, ela pontuou que, para uma moeda ter um papel internacional, é preciso de outros elementos, que são construídos ao longo do tempo, incluindo um ambiente seguro e uma forte posição em relação ao resto do mundo.

Além disso, Lagarde destacou o aumento de acordos comerciais como ferramenta de apoio ao crescimento econômico, citando como exemplo o pacto entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

SESC PICASSO

A presidente do BC informou que analisa a possibilidade de abrir linhas de recompra para bancos centrais fora da zona do euro e que mais novidades sobre a reestruturação das linhas de recompra provavelmente serão divulgadas "em alguns dias".

Lagarde alertou que as perspectivas de inflação estão mais incertas do que o comum, ainda que os indicadores da inflação subjacente tenham sofrido poucas alterações, observando que os preços podem aumentar se ocorrer um avanço persistente no setor de energia.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"O ambiente externo continua sendo desafiador, estamos enfrentando um ambiente político global instável e o ambiente comercial é desafiador devido às tarifas e ao euro. Um novo aumento nas incertezas pode pesar na demanda", disse a presidente do BCE.

Lagarde também reforçou que o BCE está em uma boa posição, assim como a inflação. "Prevemos que a inflação atingirá a meta no médio prazo, ela deverá caminhar gradualmente para a meta de 2% do BCE. Há muito tempo que projetamos uma inflação abaixo da meta para 2026", acrescentou.

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