Estado também alcança 2º lugar em infraestrutura e sobe para a 5ª posição no Ranking Geral de Competitividade entre as 27 unidades da Federação.
O Espírito Santo conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar nacional no pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado nesta quinta-feira (27).
O resultado indica que o Estado mantém equilíbrio das contas públicas, controle sobre despesas e endividamento e capacidade financeira para realizar investimentos.
O pilar de Solidez Fiscal é formado por nove indicadores: Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente.
Entre esses critérios, o Espírito Santo ficou em primeiro lugar no País em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. Também conquistou a segunda colocação nacional em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal.
A liderança na chamada Regra de Ouro indica que o Estado mantém controle sobre a utilização de operações de crédito, evitando que recursos obtidos por meio de endividamento sejam utilizados para financiar despesas correntes da administração.
Já o indicador de Solvência Fiscal considera a relação entre a dívida estadual e os recursos disponíveis para pagamento. Um menor comprometimento das receitas com o endividamento amplia a capacidade do governo para executar investimentos e cumprir obrigações financeiras.
A Poupança Corrente mede quanto das receitas permanece disponível depois do pagamento das despesas necessárias ao funcionamento da administração pública. Quanto maior essa margem, maior a possibilidade de financiar investimentos com recursos próprios.
Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, a posição alcançada pelo Espírito Santo está relacionada à continuidade de uma política de planejamento e equilíbrio das contas públicas.
Segundo ele, a manutenção de uma situação fiscal favorável amplia a capacidade do Estado de direcionar recursos para infraestrutura, serviços públicos e outras políticas voltadas à população.
Além da liderança em Solidez Fiscal, o Espírito Santo ficou em segundo lugar no pilar Infraestrutura.
Esse segmento do ranking avalia fatores relacionados à disponibilidade e qualidade de serviços como energia elétrica, telecomunicações, saneamento e transportes, considerados importantes tanto para a população quanto para o ambiente de negócios.
No Ranking Geral de Competitividade, o Espírito Santo alcançou a quinta colocação nacional em 2026, avançando duas posições em comparação com o resultado de 2025.
A classificação geral considera dez pilares temáticos e 100 indicadores utilizados para avaliar as condições oferecidas pelos estados para o desenvolvimento econômico e social.
O desempenho fiscal capixaba também aparece em outras avaliações nacionais. O Estado recebeu pelo terceiro ano consecutivo a Nota A+ em gestão fiscal na análise da Secretaria do Tesouro Nacional.
O Espírito Santo mantém ainda Nota A há 14 anos consecutivos na avaliação da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios, a Capag, além de Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal.
Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados compara as 27 unidades da Federação em diferentes áreas de gestão pública e desenvolvimento, buscando medir a capacidade dos governos estaduais de oferecer condições para crescimento econômico, investimento e melhoria da qualidade de vida.