O Espírito Santo mantém posição de destaque na produção nacional de cacau e ocupa o terceiro lugar no ranking brasileiro, com participação de cerca de 4,1%. Dados de 2024 indicam produção de 12.166 toneladas de amêndoas em uma área de 15.784 hectares.
O principal polo é Linhares, responsável por 8.321 toneladas — o equivalente a 68,4% de toda a produção estadual. Outros municípios também contribuem para o desempenho, como Colatina (584 toneladas), Rio Bananal (543 toneladas), São Mateus (542 toneladas) e Águia Branca (232 toneladas).
O avanço da cacauicultura no estado é refletido no salto de produtividade. Em dez anos, o rendimento médio passou de cerca de 195 quilos por hectare para 771 quilos por hectare, crescimento próximo de 295%. O desempenho está associado à adoção de tecnologia, melhoria genética e práticas mais eficientes no manejo.
A cultura do cacau está presente em 49 municípios capixabas e envolve aproximadamente 2.806 propriedades, sendo 69% ligadas à agricultura familiar. O Valor Bruto da Produção (VBP) atingiu R$ 543,5 milhões em 2024, evidenciando o peso econômico da atividade no estado.
A projeção para 2025 indica crescimento de 6%, com produção estimada em 12.898 toneladas, mantendo a tendência de expansão.
Produção e inclusão no campo
Além do desempenho produtivo, a cadeia do cacau também avança na inclusão social. O projeto Mulheres do Cacau tem ampliado a participação feminina na atividade, com ações de capacitação, acesso a tecnologias e organização produtiva.
Em 2025, a iniciativa atendeu 45 produtoras em municípios como Linhares, Rio Bananal, Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa, reforçando o papel das mulheres na produção agrícola do estado.