O Espírito Santo registrou em abril seu melhor desempenho de 2025 na geração de empregos com carteira assinada, com saldo positivo de 8.553 vagas formais. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (28), mostram que o estado somou 52.854 admissões contra 44.301 desligamentos, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Entre janeiro e abril deste ano, o Espírito Santo acumulou 17.095 novas vagas formais. Já no acumulado dos últimos 12 meses, foram criados 29.618 postos de trabalho, consolidando o estado como um dos destaques no cenário nacional.
Agropecuária lidera geração de empregos no Espírito Santo
Em abril, o saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes setores da economia capixaba. A Agropecuária liderou com 5.044 novas vagas, impulsionada principalmente pelo crescimento no “Cultivo de Café”, responsável por 3.454 empregos. Em seguida vieram:
| Setor | Saldo de Vagas |
|---|---|
| Agropecuária | 5.044 |
| Serviços | 1.968 |
| Indústria | 642 |
| Comércio | 615 |
| Construção | 284 |
As contratações foram majoritariamente masculinas (6.363 vagas) e contemplaram principalmente trabalhadores com ensino médio completo (4.040). Jovens entre 18 e 24 anos lideraram na ocupação das vagas, com saldo de 2.956 empregos.
Municípios com melhor desempenho
Entre os municípios capixabas, Jaguaré se destacou como líder na geração de empregos formais em abril, seguido por:
| Município | Novos Empregos |
|---|---|
| Jaguaré | 995 |
| Aracruz | 936 |
| Linhares | 726 |
| Vila Valério | 678 |
| Pinheiros | 633 |
Atualmente, Jaguaré possui um estoque de 4.671 empregos com carteira assinada.
Brasil bate recorde e ultrapassa 48 milhões de vínculos formais
No cenário nacional, o Brasil criou 257.528 empregos com carteira assinada em abril, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. O saldo positivo foi registrado em todas as 27 unidades da federação e nos quatro setores analisados.
De janeiro a abril, foram geradas 922.362 vagas formais. Considerando os últimos 12 meses (de maio de 2024 a abril de 2025), o país alcançou um saldo de 1,6 milhão de novos postos de trabalho.
Com o desempenho de abril, o Brasil superou, pela primeira vez, a marca de 48 milhões de vínculos empregatícios formais. O número é resultado de 2.282.187 admissões e 2.024.659 desligamentos no período.
Serviços puxam alta de contratações
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas no país em abril, com 136.109 novas contratações (+0,58%), especialmente nas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que somaram 52.446 vagas. Os demais setores apresentaram os seguintes resultados:
| Setor | Novos Empregos | Crescimento (%) |
|---|---|---|
| Serviços | 136.109 | +0,58 |
| Comércio | 48.040 | +0,45 |
| Indústria | 35.068 | +0,39 |
| Construção | 34.295 | +1,16 |
| Agropecuária | 4.025 | +0,22 |
Salários têm aumento real
O salário médio real de admissão também apresentou crescimento. Em abril, o valor foi de R$ 2.251,81, um aumento de R$ 15,96 (+0,71%) em relação a março (R$ 2.235,85). Comparado ao mesmo mês de 2024, o ganho real foi de R$ 6,62 (+0,28%).
Acumulado do ano aponta crescimento em todos os setores
De janeiro a abril, todos os cinco setores analisados registraram saldos positivos:
| Setor | Novos Empregos | Crescimento (%) |
|---|---|---|
| Serviços | 504.571 | +2,19 |
| Indústria | 190.477 | +2,13 |
| Construção | 135.202 | +4,73 |
| Agropecuária | 55.605 | +3,09 |
| Comércio | 36.523 | +0,35 |
O desempenho robusto do mercado de trabalho reflete uma recuperação consistente da economia brasileira e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda.