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Equipe econômica prevê volatilidade no câmbio após atentado contra Trump

FolhaPress 14/07/2024 19:33

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera volatilidade no mercado de câmbio nesta segunda-feira (15) diante do cenário de incerteza decorrente do atentado contra o ex-presidente Donald Trump, nos Estados Unidos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mas a expectativa é de oscilação passageira da moeda americana em relação ao real e de efeitos limitados sobre a economia brasileira.

Para um membro da equipe, o episódio não deve provocar grande movimentação no câmbio, por não se tratar de um problema estrutural. Ainda assim, vê possibilidade de o mercado abrir com "alguma volatilidade".

Um técnico do governo, entretanto, reconhece que o impacto pode se tornar mais duradouro a depender dos desdobramentos do caso. No sábado (13), Trump foi ferido por um atirador localizado nas proximidades de um comício em Butler, na Pensilvânia.

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Na visão dessa fonte, o republicano sai fortalecido para a disputa pela Casa Branca e dificulta o caminho para a reeleição do presidente democrata Joe Biden. A imagem de Trump com o punho levantado acima da cabeça, a orelha ensanguentada e a bandeira americana ao fundo reforça essa percepção, destaca.

Outro integrante do governo minimiza a possibilidade de implicações significativas do episódio sobre a economia brasileira. Quanto ao favoritismo de Trump na disputa, mostra cautela e vê necessidade de aguardar a condução das investigações pelo governo Biden.

Em pronunciamento neste domingo (14), Biden pediu que o público evitasse especular sobre os motivos do atirador contra Trump e deixasse o FBI fazer seu trabalho de investigação.

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O episódio ocorreu logo depois de uma semana mais favorável para a divisa brasileira com acomodação do dólar. Na última sexta-feira (12), a moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,430, com investidores repercutindo os dados positivos de inflação nos Estados Unidos.

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) caiu inesperadamente e o aumento anual foi o menor em um ano, reforçando a percepção de que a tendência de desinflação está de volta aos trilhos. Com isso, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) ficaria mais próximo de um corte na taxa de juros do país -hoje entre 5,25% e 5,5% ao ano.

Na semana passada, em entrevista à Folha, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, acreditava em maior recuo do câmbio na medida em que as incertezas dos agentes econômicos fossem diminuindo.

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"Nós vamos debelando as incertezas uma a uma e trazendo esse câmbio, que hoje está em torno de R$ 5,40, para mais próximo daquilo que ele deveria ser, levando em consideração essa mudança de precificação da política monetária norte-americana", disse.

O momento era de mais otimismo depois de o dólar ter apresentado grande volatilidade no último mês. Impulsionada por declarações do presidente Lula contra o Banco Central e colocando em dúvida o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas, a moeda americana chegou a bater R$ 5,70.

O alívio só veio depois de mudança de tom nas falas do chefe do Executivo e com o anúncio feito pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) de corte de R$ 25,9 bilhões em despesas.

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