O saldo acumulado de postos de trabalho no setor agropecuário cresceu 31,3% em 2025, respondendo por 7,8% do total de novas vagas criadas no país. O resultado reflete o desempenho positivo de atividades específicas do agro, mesmo diante de oscilações sazonais e de perdas concentradas em alguns segmentos industriais ligados ao campo.
Entre os setores que mais geraram empregos ao longo do ano, o cultivo de laranja liderou, com a criação de 11,8 mil vagas distribuídas em 506 municípios. Na sequência aparecem os frigoríficos voltados ao abate de bovinos, com 10,6 mil postos em 657 cidades, e o abate de aves, responsável por 9,4 mil vagas em 345 municípios. Também se destacaram a fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria, com 6,4 mil empregos em 2.832 cidades, e o abate de suínos, que abriu cerca de 6 mil vagas em 208 municípios.
Na outra ponta, a fabricação de açúcar em bruto apresentou a maior redução de empregos em 2025, com fechamento de aproximadamente 11,2 mil postos em 217 cidades. A retração também atingiu os setores ligados à produção madeireira, que encerraram o ano com perda de 5.732 vagas, após saldo positivo registrado no ano anterior, em um movimento associado a mudanças no cenário externo.
No recorte mensal, dezembro apresentou comportamento típico de encerramento de contratos temporários. O setor agro registrou 141.446 admissões e 227.716 desligamentos, resultando em saldo negativo de 86.270 postos de trabalho no mês.
No levantamento municipal, os maiores crescimentos do emprego agropecuário em 2025 concentraram-se nas regiões Sul e Sudeste. Entre os municípios com melhor desempenho estão Matão e Bebedouro, em São Paulo, Pelotas e Sananduva, no Rio Grande do Sul, e Monte Azul Paulista, também em São Paulo.
Em nível estadual, apenas o Acre apresentou saldo positivo em dezembro, com a criação de 106 vagas. Os demais estados registraram retração no mês, com São Paulo e Minas Gerais liderando as perdas, de 22,3 mil e 11,0 mil vagas, respectivamente. Em São Paulo, a queda foi puxada principalmente pela fabricação e cultivo de açúcar, além do cultivo de laranja. Em Minas Gerais, a redução esteve associada à fabricação de açúcar e ao cultivo de café.
Apesar do desempenho negativo em dezembro, São Paulo e Minas Gerais encerraram 2025 com os maiores saldos positivos acumulados do país, com cerca de 26 mil vagas criadas em São Paulo e quase 10,4 mil em Minas Gerais, consolidando a relevância do agro como motor do mercado de trabalho ao longo do ano.