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Economia

Em protestos esvaziados contra tarifaço, manifestantes evocam patriotismo e pedem soberania nacional

FolhaPress 01/08/2025 13:07

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Centrais sindicais, movimento estudantil e entidades de esquerda fizeram protestos nesta sexta-feira (1º) em capitais contra o tarifaço de Trump. Esvaziado, o ato da capital paulista em frente ao Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo, no bairro de Santo Amaro, na zona sul da capital, pedia soberania nacional.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O presidente americano, Donald Trump, assinou na quarta-feira (30) a medida que institui tarifa de 50% sobre produtos brasileiros que entrarem nos Estados Unidos a partir do dia 6 de agosto.

Manifestantes usavam algemas e máscaras do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do presidente dos EUA, Donald Trump. Bonecos com as máscaras de Trump e Bolsonaro foram queimados. Outros estavam vestidos com roupas listradas, semelhantes a uniformes de presidiários, em alusão ao julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal).

"Hoje é o dia em que nós retomamos o verde amarelo", falou uma representante da UNE (União Nacional dos Estudantes) aos que estavam no ato. Boa parte dos manifestantes vestia roupas com cores associadas à bandeira brasileira.

SESC PICASSO

As críticas se estenderam à recente aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. Por meio dessa decisão, o governo Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha nos Estados Unidos, e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo

A movimentação não ocupava muito mais do que o meio quarteirão da entrada do Consulado -o que alguns atribuíram ao horário escolhido, na manhã de um dia de semana-, mas gerou incômodo aos que precisavam passar por lá.

Os carros que estavam parados em um estacionamento na mesma rua não conseguiam sair e demonstraram irritação. Além disso, a entrada e saída do próprio Consulado e de uma cafeteria que pertence a uma fintech que oferece abertura de conta internacional em dólar ficaram congestionadas.

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"A bandeira do Brasil é do povo brasileiro, e não de uma elite extremamente fascista, atrasada, que não tem nenhuma preocupação com o povo", disse Antônio Saboia, diretor do Sindicato dos Bancários.

"Aquele que tenha algum sentimento de amor pelo país não pode virar as costas para o povo brasileiro. É hora de unir forças e pensar que a grande pauta é a defesa do Brasil e da sua soberania", acrescenta.

Entre os cartazes levantados, alguns diziam "É hora de distinguir traidores de patriotras".

"Essa taxação é bem cruel. No fundo, o Trump quer acabar com o Brics [grupo de países de economia emergente]", diz Tânia Aparecida de Souza Rocha, 63, aposentada e militante no coletivo Flores Pela Democracia desde 2018.

"Agora ele isentou 700 itens do tarifaço. Mas por quê? Porque iria prejudicar a economia deles. Não pensam na nossa", afirma.

Manifestações semelhantes ocorreram em frente à embaixada dos EUA em Brasília pela manhã, onde os atos e críticas registrados em São Paulo foram replicados.

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Também nesta manhã, ocorreu uma ação em frente ao Consulado dos Estados Unidos/FIEMG em Belo Horizonte, promovida por estudantes universitários liderados pela UEE-MG (União Estadual dos Estudantes) e movimentos estudantis.

Durante a ação, os participantes estenderam uma faixa que dizia que "soberania é o povo no poder". Ainda nesta sexta, haverá um ato maior em Minas Gerais, na praça Sete, convocado pela UEE-MG, em conjunto com a UNE, as centrais sindicais CTB e CUT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A concentração está marcada para as 17h, mas a expectativa é que a maior parte do público chegue por volta das 18h.

VEJA OUTROS ATOS CONFIRMADOS EM PROTESTO A TRUMP

- Rio de Janeiro (RJ): 18h, no consulado dos EUA

- Belo Horizonte (MG): 17h, na praça Sete

- Salvador (BA): 15h, no Campo Grande

- Recife (PE): 15h30, na praça do Derby

- Porto Alegre (RS): 18h, na Esquina Democrática

- Manaus (AM): 16h, na praça da Polícia/Palacete Provincial

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