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Einstein é alvo de ataque hacker; PF investiga

Estadão Conteúdo 08/10/2026 16:35

O Hospital Israelita Albert Einstein foi alvo de um ataque cibernético que permitiu o acesso e a obtenção não autorizados de dados de pacientes, incluindo informações pessoais e registros médicos. Segundo a instituição, o incidente atingiu parte de suas bases de dados e pode envolver documentos como prescrições médicas e resultados de exames. O caso foi comunicado à Polícia Federal (PF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em nota, o Einstein informou que identificou indícios de uma invasão em 4 de agosto e adotou medidas de segurança para investigar o ocorrido e evitar prejuízos aos atendimentos. De acordo com a instituição, os serviços de assistência, as plataformas digitais e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram funcionando normalmente.

Entre as informações que podem ter sido comprometidas estão nomes, números de CPF, datas de nascimento, prescrições médicas e resultados de exames. A instituição ainda trabalha para determinar quais dados foram efetivamente acessados e a extensão do incidente.

O Einstein afirmou que, até o momento, não encontrou evidências de divulgação das informações ou de uso indevido por terceiros.

SESC PICASSO

"Não foram identificadas quaisquer evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria e ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua", informou.

Pacientes afetados estão sendo notificados

Os pacientes cujas informações foram acessadas indevidamente estão recebendo comunicados individuais por e-mail. A instituição também criou uma estrutura de atendimento para esclarecer dúvidas das pessoas afetadas.

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Segundo o Einstein, a identificação dos dados atingidos é dificultada pela forma como as informações são armazenadas, distribuídas entre diferentes bases e organizadas de maneira fragmentada. Uma parcela significativa do material corresponde a documentos isolados, muitos dos quais não permitem identificar seus titulares.

A investigação continua com a participação de especialistas independentes e empresas de consultoria em segurança da informação. Além de comunicar o episódio à ANPD, responsável pela fiscalização da proteção de dados pessoais no País, a instituição formalizou o caso à Polícia Federal.

"O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização", afirmou a instituição em nota.

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