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Dólar vai voltar ao patamar da 'vida real' e ajustes fiscais necessários serão feitos, diz Rui Costa

FolhaPress 20/01/2025 18:26

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (20) que o governo federal fará o "que for necessário" para garantir o equilíbrio das contas públicas e que a responsabilidade fiscal não é um compromisso de "ministro A ou B", e sim do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele disse, no entanto, que por enquanto não há estudos na linha de um novo pacote de medidas de contenção de gastos.

O chefe da Casa Civil também afirmou que a cotação do dólar vai voltar ao que descreveu como "patamar real da economia brasileira", em particular após a troca de governo nos Estados Unidos e a consolidação de dados econômicos no Brasil.

Rui Costa deu entrevista a jornalistas após o encerramento da reunião ministerial do governo, na residência oficial da Granja do Torto.

SESC PICASSO

O ministro afirmou que a possibilidade de novas medidas de ajuste econômico não foi tratada durante a reunião ministerial e que todos são defensores de responsabilidade fiscal, combatendo a versão corrente de que é uma pauta apenas da equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda).

"O que for necessário fazer em qualquer momento para se garantir o equilíbrio das contas públicas e o arcabouço fiscal será feito. Então não terá anúncio antecipado, não tem estudo em andamento, mas eu quero reafirmar: tudo que precisar ser feito para cumprir o equilíbrio fiscal será feito", afirmou o ministro.

"A qualquer tempo, a qualquer mês que se mostre necessário, as medidas podem ser aperfeiçoadas. Nessa reunião não foi tratado disso, mas a qualquer momento, se a realidade assim se mostrar, os ajustes necessários serão feitos", completou.

CONTADOR - BONUS

Rui Costa também afirmou que o dólar está demorando mais para cair, quando comparado com a forte alta na cotação da moeda americana no fim do ano passado. No entanto, disse que o câmbio vai voltar ao "patamar da realidade brasileira", em particular após a posse do republicano Donald Trump.

"O que a realidade vai mostrando é que o dólar vai caindo. Infelizmente ele não cai na mesma velocidade que ele subiu. Mas eu acredito que com o passar dos dias da posse do novo presidente dos Estados Unidos e os números robustos da economia brasileira vão fazendo o dólar voltar ao patamar, eu diria que tenha reflexo na vida real da economia, porque o patamar que está não corresponde à vida real e aos números reais da economia brasileira", afirmou.

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Essa foi a primeira vez em 2025 que o presidente Lula (PT) reuniu todos os seus ministros, para um encontro de ajustes e articulação no governo. O encontro após a crise política do Pix e em meio à expectativa de uma reforma ministerial.

Rui Costa também saiu em defesa de Haddad e disse que ele não saiu enfraquecido com o episódio da instrução normativa da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre transações de pessoas físicas via Pix que somarem ao menos R$ 5.000 por mês. O governo recuou da medida.

"O ministro Haddad não pode ter saído enfraquecido porque não houve nenhuma medida concreta ou verdadeira. O que se montou, de novo, foi uma uma notícia facciosa, mentirosa, para tentar aterrorizar a população", afirmou.

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