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Economia

Dólar recua com mercado à espera de novos dados econômicos; Bolsa fecha estável

FolhaPress 03/06/2024 18:34

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar de ter começado o dia subindo, o dólar devolveu os ganhos e passou a cair no fim da manhã desta segunda-feira (3), fechando o dia com recuo de 0,26%, cotado a R$ 5,236. Já a Bolsa brasileira ficou no zero a zero, com oscilação positiva de 0,05%, fechando praticamente estável aos 122.031 pontos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O mercado está em compasso de espera. Nesta semana, estão no radar dos investidores novos números sobre o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e sobre o mercado de trabalho americano. Há, ainda, uma possibilidade de corte de juros pelo BCE (Banco Central Europeu).

Pela manhã, o Banco Central do Brasil divulgou seu boletim semanal de projeções econômicas para o país, o Focus, que apontou alta na previsão de economistas para a inflação e para os juros neste ano.

Agora, os analistas passaram a ver apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic até o fim do ano, ante uma redução de 0,50 ponto na semana anterior. Eles também aumentaram ligeiramente a projeção para o IPCA em 2024, agora a 3,88%, de 3,86% na semana passada.

SESC PICASSO

Após a divulgação do Focus, as taxas de juros futuros locais registraram altas firme, em especial entre os contratos a partir de janeiro de 2026. O movimento ocorre na contramão do exterior, onde os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", registraram baixa.

Além da queda dos treasuries, também contribuiu para a queda do dólar novos dados de gastos de construção nos EUA, que vieram abaixo do esperado.

"O dólar tem se comportado numa perda de poder em relação a outras moedas, muito por conta das expectativas de um processo de estagnação econômica [nos EUA]. As curvas de juros americanas também estão caindo bastante hoje. Tudo isso começa a colocar um pouco mais de pressão no dólar, o que alivia o preço para nós também em termos de câmbio", diz Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

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O real foi favorecido, ainda, pela forte queda do peso mexicano após vitória da governista Claudia Sheinbaum na disputa eleitoral à Presidência do México.

A Bolsa do país também foi impactada: o índice IPyC da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) registrou uma queda de 6,01% no primeiro pregão após as eleições presidenciais. O nível de recuo não era registrado para um único pregão desde 9 de março de 2020, início da pandemia, quando o IPyC recuou 6,42%, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.

No Ibovespa, o destaque do dia foi o GPA, que subiu mais de 7% após anunciar um movimento de recompra de ações. O setor bancário também fornecia suporte, com altas de Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Na ponta negativa, a Vale caiu mais de 2% e pesou contra o índice.

Sobre a Bolsa brasileira, Lourenço, da Manchester, afirma que não há gatilhos significativos para uma retomada de alta do Ibovespa, que segue pressionado pelo desempenho do setor de mineração, como a própria Vale, a empresa de maior peso do índice. Perspectivas pessimistas sobre a economia chinesa seguem como principal limitador para essas ações.

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As bolsas em Nova York tiveram um desempenho misto, enquanto agentes financeiros aguardam especialmente dados do mercado de trabalho do EUA previstos para os próximos dias, incluindo o "payroll" na sexta-feira, tendo no radar decisão de política monetária do Fed no final do mês.

Na agenda da semana, IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga na terça-feira os dados do PIB do primeiro trimestre, com expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,8% sobre o trimestre anterior, marcando uma retomada de ritmo.

No exterior, o BCE pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, reduzindo os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75%, na quinta-feira (6). Se confirmado, será a primeira vez na história que o BCE corta juros antes do Federal Reserve.

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