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Economia

Dólar passa a cair com mercado à espera de novos dados econômicos; Bolsa oscila

FolhaPress 03/06/2024 13:35

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar de ter começado o dia subindo, o dólar devolveu os ganhos e passou a cair no fim da manhã desta segunda-feira (3), enquanto a Bolsa brasileira rondava a estabilidade, com o mercado em compasso de espera antes da divulgação de dados econômicos relevantes no Brasil e no exterior.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Nesta semana, estão no radar dos investidores novos números sobre o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e sobre o mercado de trabalho americano. Há, ainda, uma possibilidade de corte de juros pelo BCE (Banco Central Europeu).

Mais cedo nesta manhã, o Banco Central do Brasil divulgou seu boletim semanal de projeções econômicas para o país, o Focus, que apontou alta na previsão de economistas para a inflação e para os juros neste ano.

Agora, os analistas passaram a ver apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic até o fim do ano, ante uma redução de 0,50 ponto na semana anterior. Eles também aumentaram ligeiramente a projeção para o IPCA em 2024, agora a 3,88%, de 3,86% na semana passada.

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Após a divulgação do Focus, as taxas de juros futuros locais registravam altas firme, em especial entre os contratos a partir de janeiro de 2026. O movimento ocorre ocorre na contramão do exterior, onde os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados "treasuries" oscilavam em baixa.

Além da baixa dos treasuries, também contribuiu para a queda do dólar novos dados de gastos de construção nos EUA, que vieram abaixo do esperado.

No Ibovespa, o destaque do dia é a Localiza, que subia mais de 6% após anunciar um movimento de recompra de ações. O setor bancário também fornecia suporte, com altas de Bradesco e Itaú. Na ponta negativa, a Vale caía mais de 1% e pesava contra o índice.

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Às 12h57, o Ibovespa registrava oscilação negativa de 0,04%, aos 122.048 pontos, enquanto o dólar caía 0,24%, cotado a R$ 5,237.

"Acho que temos sinais mistos hoje e o dólar respondendo então com volatilidade e alternância de sinal", disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

"Acho que a esticada refletiu um pouco a queda nas commodities e piora na estimativa de inflação por aqui. Na contramão, que inverteu o sinal, vi um empuxo lá de fora", acrescentou.

Na sexta-feira, o dólar marcou o maior valor de fechamento contra o real desde 16 de abril, a R$ 5,2510 na venda após uma alta de 0,78% no dia.

Os ganhos na última sessão da semana se deram, principalmente, devido à disputa pela taxa Ptax de fim de mês, com investidores em posições compradas impulsionando as cotações ao longo do dia.

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Taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições.

Nesta semana, os investidores voltam suas atenções para uma série de eventos econômicos no cenário exterior e doméstico.

O IBGE divulga na terça-feira os dados do PIB do primeiro trimestre, com expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,8% sobre o trimestre anterior, marcando uma retomada de ritmo.

No exterior, o BCE pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, reduzindo os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75%, na quinta-feira (6). Se confirmado, será a primeira vez na história que o BCE corta juros antes do Federal Reserve.

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