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Economia

Desemprego cai para 6,6% e atinge menor taxa para o trimestre encerrado em abril desde 2012

Vitória News 29/05/2025 11:20

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril deste ano, atingindo o menor nível para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram um avanço consistente do mercado de trabalho formal no país.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em relação ao mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 7,5%, houve uma queda significativa. Este é o 46º trimestre consecutivo em que a taxa de desocupação apresenta recuo na comparação anual — uma sequência iniciada em julho de 2021.

Rendimento do trabalhador bate recorde histórico

Além da redução no desemprego, o rendimento médio real do trabalhador alcançou R$ 3.426 — o maior valor já registrado em um trimestre encerrado em abril. Esse também é o maior rendimento da série histórica em todos os trimestres comparáveis, incluindo os encerrados em janeiro, julho e outubro.

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Queda na informalidade

Outro destaque positivo é a redução da taxa de informalidade, que caiu para 37,9% no trimestre encerrado em abril. O índice é inferior aos registrados no trimestre anterior (38,3%) e no mesmo período de 2024 (38,7%).

Ao todo, o Brasil contabilizou 39,2 milhões de trabalhadores informais em um universo de 103,3 milhões de pessoas ocupadas. A queda da informalidade, segundo o IBGE, foi puxada pela expansão dos empregos formais, principalmente no setor privado.

“O mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”, afirmou o pesquisador do IBGE William Kratochwill.

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O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior e 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Evolução por setores

Na comparação trimestral, o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou crescimento de 2,2%, enquanto os demais permaneceram estáveis.

Já na comparação anual, os seguintes segmentos apresentaram expansão:

Setor Variação anual (%)
Indústria geral 3,6%
Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas 3,7%
Transporte, armazenagem e correio 4,5%
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias etc. 3,4%
Administração pública e serviços sociais 4,0%

Por outro lado, a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve retração de -4,3%.

Subutilização e desalento também recuam

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A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 15,4%, estável na comparação trimestral, mas com queda em relação ao mesmo período de 2024, quando o índice era de 17,4%.

A população subutilizada foi estimada em 18 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 10,7% em relação ao ano anterior.

O número de brasileiros em situação de desalento — aqueles que gostariam de trabalhar, estavam disponíveis, mas não procuraram emprego — foi de 3,1 milhões, o que representa uma redução anual de 11,3%. O percentual de desalentados caiu de 3,1% para 2,7%.

Contexto otimista

Os dados reforçam a resiliência do mercado de trabalho brasileiro e apontam para uma melhora na qualidade do emprego, com mais vínculos formais e aumento da renda. Essa conjuntura tem impacto direto na economia, no consumo e na arrecadação pública, e pode indicar um cenário mais favorável para os próximos meses.

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