Em um cenário marcado por ofertas indesejadas e práticas abusivas, a plataforma Não Me Perturbe, do governo federal, registrou mais de 5 milhões de solicitações de bloqueio de ligações relacionadas a propostas de crédito consignado entre janeiro de 2020 e novembro de 2024. Os dados, divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), revelam um aumento significativo na busca por proteção contra abordagens irregulares de instituições financeiras. No período analisado, foram aplicadas 1.385 punições a empresas por irregularidades na oferta de crédito consignado, sendo que 53 delas estão proibidas de atuar no mercado. As infrações podem resultar em multas que variam de R$45mil a milhão, valores destinados a projetos de educação financeira.
A região Sudeste lidera o ranking de pedidos de bloqueio, com 53,3% do total. Em seguida, aparecem as regiões Sul (18,6%), Nordeste (14,6%), Centro-Oeste (9,66%) e Norte (3,65%). O estado de São Paulo é o campeão de reclamações, com 1.500.535 solicitações, seguido por Minas Gerais (561.977) e Rio de Janeiro (507.781).
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou que o monitoramento constante das instituições financeiras tem como objetivo proteger o consumidor e coibir práticas abusivas. “O crédito consignado é uma modalidade que atrai, em grande parte, pessoas em situação de vulnerabilidade, como aposentados e pensionistas. Por isso, é essencial garantir transparência e confiança nesse processo”, afirmou.
As multas aplicadas às empresas infratoras são revertidas em projetos de educação financeira, visando capacitar a população para tomar decisões mais conscientes sobre o uso do crédito. Essa medida busca não apenas punir as irregularidades, mas também prevenir futuros abusos.
Consumidores que desejam evitar ligações indesejadas podem se cadastrar na plataforma Não Me Perturbe, que permite bloquear abordagens de telemarketing. Além disso, é importante verificar a idoneidade das instituições antes de contratar qualquer serviço financeiro. Para mais informações sobre como se proteger de práticas abusivas, acesse o site da Febraban e conheça os seus direitos.