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Conselho vai gerir fundo bilionário da Bacia do Rio Doce

Vitória News 26/09/2025 11:02

Fundo da Bacia do Rio Doce começa a ser executado nesta sexta-feira (26), com a posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce). A cerimônia no Palácio do Planalto terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O colegiado será responsável por gerir R$ 5 bilhões ao longo de 20 anos, dentro do novo acordo firmado para reparar os danos do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. O valor corresponde ao Anexo 6 do pacto, destinado exclusivamente a ações sociais e comunitárias.

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, a criação do conselho garante transparência e participação popular. “É o acompanhamento da sociedade organizada, o controle social e a participação dos atingidos e atingidas, dos movimentos sociais que militam na bacia, para poder acompanhar a execução desse acordo e a efetivação desses recursos”, afirmou em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

SESC PICASSO

O CFPS Rio Doce será composto por 36 membros, divididos de forma paritária entre governo e sociedade civil. Caberá ao colegiado definir a destinação dos recursos, que poderão ser aplicados nos seguintes eixos:

Eixos de aplicação do fundo 

Eixo de atuação Exemplos de ações previstas
Economia popular e solidária Apoio a cooperativas e empreendimentos locais
Segurança alimentar e nutricional Programas de combate à fome e acesso a alimentos
Educação popular Projetos comunitários de alfabetização e formação
Tecnologias sociais e ambientais Iniciativas de sustentabilidade e inovação
Esporte e lazer Construção e apoio a espaços esportivos
Culturas e mídias locais Incentivo a produções culturais regionais
Defesa da terra e do território Proteção de comunidades e fortalecimento da cidadania
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A operacionalização dos recursos ficará sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O que muda

  • Gestão compartilhada: 36 membros, divididos entre governo e sociedade civil, garantindo controle social e participação popular.
  • Transparência: decisões colegiadas, com foco em ouvir atingidos, movimentos sociais e comunidades locais.
  • Aplicação descentralizada: recursos distribuídos em eixos sociais, culturais, ambientais e comunitário
  • Operacionalização pelo BNDES: banco assume execução financeira, dando mais segurança e eficiência na aplicação dos recursos.
  • Prazo definido: R$ 5 bilhões serão aplicados ao longo de 20 anos, com metas e acompanhamento constante.
  • Fim da centralização: sai o modelo único da Fundação Renova, que acumulava críticas por lentidão e falta de resultados.
  • Redução de impasses: novo arranjo busca evitar passivos judiciais como os mais de 85 mil processos acumulados contra a antiga estrutura.
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Linha do tempo da reparação da Bacia do Rio Doce

  • 2015 – Rompimento da barragem em Mariana (MG): 39 milhões de m³ de rejeitos atingem a bacia, deixando 19 mortos e milhares de atingidos.

  • 2016 – Criação da Fundação Renova: assinatura do TTAC entre mineradoras, União e governos; entidade assume ações de reparação.

  • 2015–2022 – Críticas e impasses: lentidão nos programas, problemas não solucionados e 85 mil processos acumulados na Justiça.

  • 2023 – Novo acordo de R$ 100 bilhões: repactuação após três anos de negociação, prevendo medidas em 20 anos.

  • 2025 – Instalação do CFPS Rio Doce: conselho paritário passa a gerir R$ 5 bilhões em projetos sociais e comunitários.

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