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Economia

Comissão aprova projeto para combater sonegação e tornar adulteração de bebidas crime hediondo

FolhaPress 28/10/2025 17:45

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta terça-feira (28) um projeto de lei complementar que define mecanismos de combate à sonegação e prevê que União, estados e municípios fiquem autorizados a adotar medidas contra empresas que repetidamente não pagam impostos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No mesmo texto, os senadores caracterizam a adulteração de bebidas com potencial para gerar lesão grave ou morte como crime hediondo, na esteira dos recentes episódios de intoxicação por metanol. O projeto segue para votação no plenário.

Entre os mecanismos de combate à sonegação apresentados pelo texto está o da chamada "concentração da incidência do tributo", que permite que o imposto seja cobrado integralmente em apenas uma etapa do ciclo de produção ou comercialização, em vez de ser recolhido em todas as fases. Outro mecanismo é a fiscalização permanente em empresas suspeitas.

Mas União, estados e municípios que quiserem adotar mecanismos especiais deverão aprovar leis próprias.

SESC PICASSO

Além disso, para que as empresas possam ser enquadradas nestes regimes especiais de tributação será preciso apresentar indícios de que a sonegação praticada por elas afeta a concorrência, gerando desequilíbrio no mercado.

Segundo o relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), os instrumentos poderão ser aplicados a setores "mais sensíveis a fraudes, como combustíveis, bebidas alcoólicas e cigarros".

O relator também optou por tratar do tema da falsificação de bebidas alcoólicas no mesmo projeto, com a alteração do Código Penal e da Lei dos Crimes Hediondos.

No Código Penal, a mudança é o aumento de pena para quem adulterar ou falsificar produtos com potencial para causar lesão corporal grave ou morte. A pena passa a ser de 5 a 10 anos de reclusão, além de multa - atualmente, é de 4 a 8 anos.

Além disso, o crime passa a ser considerado hediondo, com tratamento penal mais rigoroso.

O projeto ainda precisa passar pelo plenário do Senado Federal.

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