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Economia

Comércio registra crescimento de 0,5% em fevereiro e atinge maior patamar da história

Vitória News 09/04/2025 14:08

O comércio brasileiro alcançou um recorde histórico em fevereiro de 2025, com um crescimento de 0,5% nas vendas em comparação com o mês anterior, janeiro. Esse avanço é o maior desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em janeiro de 2000. O recorde anterior havia sido registrado em outubro de 2024. A divulgação dos dados foi feita nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os números apresentados são ajustados sazonalmente, o que significa que o cálculo leva em conta as variações causadas por fatores de calendário, proporcionando uma comparação mais precisa e confiável.

Desempenho do comércio em 2025: crescimento sustentado

Quando se observa a série sem ajuste sazonal, as vendas em fevereiro deste ano apresentaram uma expansão de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor de comércio já apresenta um crescimento de 3,6%. Esses dados reforçam a tendência de recuperação do setor, que segue avançando desde a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19.

A média móvel trimestral, indicador utilizado para avaliar a tendência de longo prazo do comportamento das vendas, também apontou um aumento de 0,2% em fevereiro, ajustado sazonalmente. O comércio agora está 9,1% acima do nível que ocupava antes da pandemia, quando observamos o patamar de vendas em fevereiro de 2020.

SESC PICASSO

Uma análise detalhada dos grupos de atividades

De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, o aumento nas vendas em fevereiro foi impulsionado principalmente pelo setor de hipermercados e supermercados, que registrou um crescimento de 1,1%. Após um período de seis meses com variações quase estagnadas, os supermercados retomaram seu protagonismo no comércio.

A desaceleração da inflação dos alimentos, que passou de 1,06% em janeiro para 0,76% em fevereiro, foi um dos principais fatores que explicaram esse aumento nas vendas no setor alimentício.

Outras categorias que também apresentaram crescimento em fevereiro foram:

  • Móveis e eletrodomésticos: aumento de 0,9%

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: crescimento de 0,3%

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: alta de 0,1%

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No entanto, nem todos os setores apresentaram desempenho positivo. O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou uma queda expressiva de -7,8%, o que é explicado pela migração do consumo desses produtos físicos para plataformas digitais, como e-books e assinaturas online.

As vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação também sofreram retração de -3,2%, enquanto o setor de tecidos, vestuário e calçados teve uma ligeira queda de -0,1%. A venda de combustíveis e lubrificantes também apresentou recuo de -0,1%.

O gerente da pesquisa do IBGE destacou que a retração no setor de livros, jornais e papelaria é reflexo da "evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo de serviços como plataformas digitais". O fechamento de lojas físicas, como livrarias, também tem contribuído para essa queda no desempenho do setor.

Atualmente, o segmento de livros, jornais e papelaria encontra-se 80,2% abaixo de seu pico histórico, registrado em janeiro de 2013.

Varejo ampliado e revisão de dados de 2024

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O desempenho do varejo ampliado, que inclui dados de vendas de veículos, motos, partes e peças, além de material de construção, mostrou uma retração de -0,4% de janeiro para fevereiro, ajustado sazonalmente. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, o comércio ampliado apresenta uma expansão de 2,9%, sem ajuste sazonal.

O IBGE também revisou os dados de 2024, após uma correção nos dados de uma grande empresa do setor de artigos farmacêuticos. Com isso, o crescimento dessa atividade foi ajustado de 14,2% para 7,4%. A revisão impactou o crescimento geral do comércio, que agora é de 4,1% em 2024, em vez dos 4,7% inicialmente divulgados. Apesar dessa revisão, a alta de 2024 segue sendo a maior desde 2013, quando o setor havia registrado crescimento de 4,3%.

Perspectivas para o futuro do comércio

O crescimento das vendas no comércio, embora modesto, reflete uma recuperação constante desde os desafios impostos pela pandemia. A expectativa é de que, com o avanço das políticas econômicas e a estabilidade nos preços de alimentos, o comércio continue apresentando resultados positivos, contribuindo para a recuperação do setor no Brasil.

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