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Comércio capixaba faz apelo para que PEC do fim da escala 6x1 não seja votada antes das eleições

Fecomércio ES reforça campanha nacional da CNC com foco na estabilidade financeira essencial para o futuro da economia brasileira

Vitória News 01/09/2026 08:53
Comércio capixaba faz apelo para que PEC do fim da escala 6x1 não seja votada antes das eleições
Presidente do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac, Idalberto Moro. Foto: Fecomércio-ES/Divulgação

A Fecomércio ES fortalece a campanha nacional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com o lema: "A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.", feita em conjunto com as 34 federações e sindicatos filiados e lançada neste fim de semana (29 e 30 de agosto). O objetivo é que a PEC do fim da escala 6x1 não seja votada nesta quarta, 2 de setembro, no Senado Federal

Diante do avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1, o setor se une em um apelo nacional aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade.

Para as entidades, a economia como um todo já enfrenta condicionantes severas: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País

"Somos a favor do debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva”, afirma o Presidente da CNC, José Roberto Tadros.

“O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e de cada setor. Defender o trabalhador também significa defender o emprego. Não existe proteção social duradoura sem empresas saudáveis, capazes de investir, crescer e contratar. Quando o ambiente de negócios é pressionado além de seus limites, todos perdem: empresas, trabalhadores e a própria economia”, completa o presidente da Fecomércio ES, Idalberto Moro.

Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais — em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6x1 — significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas.

A Fecomércio ES junto à CNC apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais. ‎<Mensagem editada>

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