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Economia

CNI debate integração logística do Arco Leste

Vitória News 02/10/2025 12:32

A integração logística do Arco Leste foi tema central da reunião do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada nesta terça-feira (30). Seis federações estaduais das indústrias apresentaram a iniciativa Infraleste, que busca destravar gargalos e conectar os estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destacou que a proposta pretende aproximar o setor produtivo de autoridades estaduais e nacionais da área de infraestrutura. “Ter uma boa logística significa aumentar a competitividade da infraestrutura nacional, cujo atraso tem causado grande custo para a indústria. Ainda estamos discutindo questões do Século 20 no Século 21”, afirmou.

Atualmente, participam do Infraleste as federações das indústrias do Espírito Santo (Findes), Bahia (Fieb), Goiás (Fieg), Minas Gerais (Fiemg), Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp). A ideia é ampliar o grupo, incorporando também Mato Grosso do Sul (Fiems), Mato Grosso (Fiemt) e Tocantins (Fieto).

SESC PICASSO

O gerente executivo de Articulação e Competitividade Industrial da Findes, Ícaro Gomes, ressaltou que a ineficiência logística pode elevar em até 7% os custos das exportações brasileiras. “O Infraleste nada mais é que tentar conectar esses estados que têm interesses comuns e necessidades comuns, com um único objetivo: destravar o futuro logístico do país”, disse.

Curtailment: cortes de energia preocupam indústria

Além da integração logística, o Coinfra também debateu os impactos do Curtailment, termo que define a redução ou corte forçado da geração de energia. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Mário Menel, o problema não é exclusivo do Brasil, mas comum em países como Austrália, Alemanha, Chile e Inglaterra.

CONTADOR - BONUS

De acordo com o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, empresas chegam a ter até 50% de perdas de receita em razão dos cortes. As causas mais frequentes estão ligadas às limitações da rede elétrica ou a fatores econômicos.

Entre as possíveis soluções discutidas, estão a revisão das tarifas de energia e a redução de subsídios ao setor elétrico, de forma a reduzir prejuízos para a indústria.

Fonte: CNI/Findes

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