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China reduz em 80% compras de carne bovina brasileira e exportações recuam em agosto

Limitação de cota derruba vendas ao principal destino da proteína brasileira, enquanto Emirados Árabes, Itália e Rússia ampliam importações

Vitória News 10/09/2026 07:33
China reduz em 80% compras de carne bovina brasileira e exportações recuam em agosto
Imagem gerada por IA/VN

As exportações brasileiras de carne bovina recuaram em agosto, pressionadas pela forte redução das compras da China, principal destino da proteína nacional.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado para o mercado chinês caiu 80,5% em relação a julho deste ano.

Na comparação com agosto de 2025, a redução foi ainda maior, de 89,8%.

O movimento está relacionado ao avanço do preenchimento da cota de importação estabelecida pela China. De acordo com a última atualização do governo chinês, no início de agosto, o Brasil já havia utilizado 90% do volume permitido.

Com a entrada da carne brasileira mais limitada no mercado chinês, os embarques totais do País também diminuíram.

Em agosto, o Brasil exportou 226,777 mil toneladas de carne bovina, volume 12,1% inferior ao registrado em julho e 23,2% menor que o de agosto do ano passado.

SESC PICASSO

Outros mercados ampliam compras

Enquanto as vendas para a China perderam força, outros importantes compradores aumentaram as importações da carne bovina brasileira.

Entre os mercados que ampliaram as aquisições em agosto estão Emirados Árabes Unidos, Itália e Rússia.

Para pesquisadores do Cepea, esse movimento demonstra a capacidade do setor brasileiro de direcionar parte da produção para outros destinos e ampliar a diversificação dos mercados consumidores.

CONTADOR - BONUS

Pressão sobre os preços

O Cepea avalia que a forte redução das compras chinesas pode exercer pressão de baixa sobre o mercado brasileiro de carne bovina, especialmente caso as restrições às importações se prolonguem.

Por outro lado, o aumento das vendas para outros países pode ajudar a absorver parte da oferta que deixou de ser destinada à China.

Fonte: Cepea e Secex

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