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Economia

China é o maior comprador de carne de frango do Brasil, seguida por Emirados Árabes

FolhaPress 16/05/2025 13:37

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - De cada 100 frangos produzidos no Brasil em 2024, 35 foram vendidos para outros países. Os dois terços restantes são consumidos pelo mercado interno.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) apontam que, em 2024, a produção total de frango no país atingiu 14,97 milhões de toneladas. Desse volume, 5,29 milhões de toneladas foram exportados. A receita obtida com as exportações foi de US$ 9,93 bilhões, um crescimento de 1,34% em valor e de 2,96% em volume, em comparação com 2023.

A China é a maior compradora de frango do Brasil, respondendo sozinha por 10,5% das importações em 2024, quando recebeu 562 mil toneladas. O país é seguido pelos Emirados Árabes Unidos (455 mil toneladas), Japão (443 mil toneladas), Arábia Saudita (370 mil toneladas) e África do Sul (325 mil toneladas).

Se consideradas as regiões, a Ásia é a que mais compra frango brasileiro, respondendo por 31,8% das importações em 2024. O segundo bloco que mais consome o alimento é o Oriente Médio (30,6%). Depois, vêm África (18,7%), América do Norte (10,8%) e União Europeia (4,5%).

SESC PICASSO

Segundo os dados da ABPA, os cortes de frango são os produtos mais vendidos aos estrangeiros, sendo 74,45% das exportações totais. O frango inteiro representa 20,22%, enquanto os produtos industrializados e salgados equivale a 5,32% das vendas no Exterior.

A região Sul do Brasil, onde agora surgiu o foco de gripe aviária, lidera as exportações de carne de frango. Em 2024, o Paraná respondeu por 2,17 milhões de toneladas (42,1%) da produção nacional, seguido por Santa Catarina, com 1,17 milhão de toneladas (22,6%) e Rio Grande do Sul, com 692 mil toneladas (13,4%). Juntos, os três estados responderam por 78,2% das exportações nacionais.

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No caso dos ovos, que também tiveram suas exportações suspensas, o impacto no mercado nacional é irrisório, dado que o Brasil concentra sua produção no consumo nacional. O Brasil é um dos cinco maiores produtores de ovos do mundo. Em 2024, a produção nacional atingiu 57,7 bilhões de unidades. O mercado interno absorveu 99,14% dessa produção. Apenas 0,86% da produção foi destinada à exportação.

Apesar de representar uma pequena fatia da produção, as exportações brasileiras de ovos somaram 18.469 toneladas em 2024, com receita de US$ 25,4 milhões. Desse volume, 60% foram ovos in natura. Os demais 40% são ovos industrializados.

As exportações alcançaram 81 mercados, sendo os principais destinos países das Américas (63,8%): com destaque para Chile, Estados Unidos e Uruguai. O segundo bloco que mais comprou foi o Oriente Médio (19,5%), seguido pela Ásia (9,9%), África (4,3%) e União Europeia (1,5%).

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As importações de proteína de frango brasileira por China e União Europeia estão suspensas pelos próximos 60 dias, por causa da confirmação, nesta sexta-feira (16), do primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma criação comercial, de acordo com o ministro Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária). O caso ocorreu em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Um relatório produzido nesta semana pelo Ministério da Agricultura apontou que o atual modelo de criação de aves no Brasil é vulnerável a sérios problemas de saúde animal. O texto também destaca riscos sanitários e ambientais que podem facilitar o surgimento e a disseminação de doenças, como a gripe aviária.

A Folha de S.Paulo teve acesso ao documento, que acaba de ser concluído pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério. O relatório mostra que, atualmente, existe um vácuo legal provocado pela falta de uma norma nacional que aponte regras sobre o bem-estar de aves na produção, o que seria um campo fértil para a influenza aviária.

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