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Cesta básica fica 5,76% mais barata em Vitória, mas feijão continua pressionando o orçamento

Conjunto de alimentos custou R$ 795,34 em julho na capital capixaba; feijão preto acumula alta de 24,57% em 12 meses

Vitória News 30/08/2026 07:10
Cesta básica fica 5,76% mais barata em Vitória, mas feijão continua pressionando o orçamento
Imagem gerada por IA/VN

O preço da cesta básica caiu em Vitória em julho, acompanhando o movimento observado em praticamente todo o país. Apesar do alívio no valor total, alguns produtos essenciais continuam mais caros e mantêm a pressão sobre o orçamento das famílias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cesta custou R$ 795,34 em Vitória em julho.

O valor representa queda de 5,76% em relação a junho, quando o conjunto dos alimentos básicos havia alcançado R$ 843,99.

Mesmo com a redução mensal, a cesta acumula alta de 9,37% desde o início de 2026 e de 3,64% nos últimos 12 meses.

Feijão continua mais caro

Entre os itens que ainda pressionam o consumidor capixaba está o feijão preto. Em Vitória, o produto ficou 1,84% mais caro entre junho e julho.

No acumulado de 12 meses, a alta chega a 24,57%, a maior entre as capitais onde o Dieese pesquisa essa variedade do grão.

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O comportamento do feijão varia de acordo com o tipo comercializado em cada região. Considerando todas as capitais, o preço do produto subiu em 17 cidades e caiu em dez durante julho.

Segundo o levantamento, a oferta mais restrita do feijão preto está relacionada, entre outros fatores, às perdas registradas na segunda safra da Região Sul. No caso do feijão carioca, o avanço da colheita contribuiu para aumentar a oferta em parte do país.

Leite sobe na maior parte das capitais

Outro produto que apresentou alta disseminada foi o leite integral. O preço aumentou em 21 das 27 capitais pesquisadas e caiu em apenas seis.

As elevações mensais variaram de 0,25% em Belém a 6,27% em Boa Vista.

Em 12 meses, o leite ficou mais caro em 25 capitais. De acordo com Dieese e Conab, as baixas temperaturas reduziram o ritmo de produção da matéria-prima no campo e ajudaram a sustentar os preços do leite longa vida no varejo.

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Carne tem comportamento diferente

A carne bovina de primeira apresentou resultado mais equilibrado em julho. Ao contrário do feijão e do leite, o produto não ficou mais caro na maioria das capitais.

O preço subiu em 12 cidades, caiu em 14 e permaneceu estável em Porto Alegre. As maiores altas mensais foram registradas em Aracaju, de 2,15%, e Boa Vista, de 2,10%.

Apesar do comportamento misto no mês, a carne bovina ficou mais cara em todas as capitais na comparação com julho de 2025. Os aumentos acumulados em 12 meses variaram de 1,42% em Brasília a 19,09% em Rio Branco.

Segundo a pesquisa, a menor oferta de animais prontos para abate e o bom desempenho das exportações mantêm pressão sobre as cotações, embora os preços já elevados no varejo e a demanda mais fraca tenham limitado novos reajustes.

Queda da cesta atinge 26 capitais

No cenário nacional, julho trouxe alívio mais amplo para o consumidor. O custo da cesta básica diminuiu em 26 das 27 capitais pesquisadas.

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A única alta ocorreu em São Luís, de 0,30%.

As maiores reduções foram registradas em Natal, com 7,95%; Maceió, com 7,87%; Belo Horizonte, com 7,44%; Palmas, com 7,38%; e Rio de Janeiro, com 7,12%.

Produtos como tomate, batata e café em pó tiveram forte participação na queda do custo total. O tomate ficou mais barato em 26 capitais, enquanto a batata apresentou redução em todas as cidades do Centro-Sul onde é pesquisada.

Mesmo depois da queda de julho, todas as 27 capitais ainda acumulam aumento no custo da cesta básica em 2026.

Em Vitória, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 107 horas e 56 minutos em julho para comprar os alimentos que compõem a cesta básica.

Considerando o salário mínimo líquido, depois do desconto previdenciário, a cesta comprometeu 53,04% da renda do trabalhador capixaba.

Fonte: Dieese e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

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