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CEO da Anthropic provoca Musk e diz que futuro da IA é curar câncer e Alzheimer

FolhaPress 16/10/2025 13:29

SAN FRANCISCO, EUA (FOLHAPRESS) - O CEO da startup Anthropic, Dario Amodei, disse nesta quarta-feira (15) que vê o lado bom da inteligência artificial superar seus problemas, principalmente devido à capacidade de curar doenças, e criticou modelos imprevisíveis que podem personificar Hitler, em referência ao Grok de Elon Musk.

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"Queremos ser conhecidos por ser uma empresa confiável, por produtos que são confiáveis, e quem trabalhar conosco não terá surpresas, nenhuma loucura, não vai ter o modelo dizendo que é Hitler, não vai conseguir todas essas coisas doidas", disse Amodei.

A declaração foi dada em conversa com o CEO da Salesforce, Marc Benioff, durante evento anual da empresa realizado em San Francisco, nos Estados Unidos.

O executivo, dono da revista Time, então perguntou em tom de brincadeira se Amodei estava se referindo a alguma empresa. "Não, não tem nenhuma", disse Amodei. "Existe uma certa letra no alfabeto… antes da letra Y", respondeu Benioff, em referência ao X (ex-Twitter), fazendo a plateia rir.

Amodei também defende o uso de chatbots de diagnóstico de saúde como uma espécie de segunda opinião médica, mas afirma que ainda há muito trabalho a ser feito. Para ele, os modelos continuam a funcionar como um complemento, não um substituto ao trabalho humano.

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"Talvez o mais empolgante é o que a IA pode fazer para curar doenças. Nós olhamos para doenças difíceis como o câncer, Alzheimer, diversos tipos de doenças metabólicas, e eu apenas acho que a IA é a coisa certa para curá-las", disse Amodei.

A startup é avaliada em US$ 183 bilhões e tem cerca de 300 mil clientes corporativos. A OpenAI, avaliada em US$ 500 bilhões, também está no centro de uma série de projetos de infraestrutura, com investimentos em data centers e chips.

Para o cofundador da Anthropic, poder computacional é necessário para treinar modelos cada vez mais inteligentes, mas vê com receio o anúncio de acordos bilionários, sem dizer quais.

"Eu me preocupo quando a imprensa foca muito os acordos para construção dos centros de dados. Alguns desses acordos parecem um pouco suspeitos, como se fossem contagem dupla", disse.

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"No fim das contas, essa coisa de data centers é gastar dinheiro, e acho que o mais importante é ganhar dinheiro, por isso estamos focando a receita e o crescimento da Anthropic."

Amodei confirmou reportagem da agência de notícias Reuters desta quarta dizendo que a Anthropic prevê até o triplo da receita atual para o ano que vem, impulsionada principalmente pela adoção de suas soluções corporativas. Até então, a empresa vinha crescendo dez vezes ao ano.

De US$ 9 bilhões anuais hoje a empresa pode obter de US$ 20 bilhões a US$ 26 bilhões em receita em 2026. Benioff investiu na Anthropic quando valia US$ 4 bilhões, e a startup tem sede no antigo escritório do Slack, hoje de propriedade da Salesforce.

Egresso da OpenAI por diferenças nos rumos que a startup liderada por Sam Altman estava tomando em 2021, Amodei evita dar previsões sobre a chegada da inteligência artificial geral (AGI, aquela que superará os humanos em todas as tarefas), o que o diferencia de vários de seus pares. No médio prazo, ele ainda vê uma espécie de complementaridade entre modelos e humanos.

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"Eu me preocupo que daqui a cinco anos haverá uma espécie de disrupção de trabalho que não é fundamentalmente diferente do que vimos com tecnologias anteriores, mas que opere mais rápido, que é mais ampla na economia, porque se relaciona com todas as economias", disse.

A startup de IA, uma das poucas ainda capazes de rivalizar com a OpenAI, lançou nesta quarta-feira (15) o modelo Claude Haiku 4.5. Segundo a empresa, é uma alternativa menor e mais econômica ao mais conhecido Sonnet 4.5, e ainda supera modelos de ponta que há poucos meses eram considerados os melhores.

O Haiku 4.5 também tem a vantagem de oferecer um tempo de resposta mais curto, essencial para tarefas sensíveis à latência, como os agentes de IA, principal aposta da Salesforce nesse campo.

O modelo mais econômico da startup também oferece um nível similar de capacidade de programação do Sonnet 4, do início do ano, mas a um custo dois terços menor e o dobro da velocidade.

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