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Economia

CBIC: mercado imobiliário tem recuo de 1,3% lançamentos e alta de 5,3% nas vendas no 2º tri

Estadão Conteúdo 24/08/2026 11:57

O mercado imobiliário nacional teve queda nos lançamentos e aumento nas vendas ao longo do segundo trimestre, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira, 24, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a consultoria Brain Inteligência Estratégica. Os números cobrem 221 cidades e abrangem apenas imóveis residenciais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os lançamentos de imóveis no País chegaram a 107,2 mil unidades no segundo trimestre de 2026, queda de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, os lançamentos totalizaram 211,6 mil unidades, leve baixa de 0,3%.

Por sua vez, as vendas de imóveis residenciais no País chegaram a 113,6 mil no segundo trimestre, alta de 5,3% na mesma base de comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, as vendas totalizaram 226,5 mil unidades, expansão de 5,4%.

A redução nos lançamentos mostra o peso dos juros altos nas atividades do setor. Por outro lado, as vendas demonstram que o mercado permanece saudável, afirmou o conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. "O mercado imobiliário está mostrando bastante resiliência", declarou, durante apresentação à imprensa.

SESC PICASSO

O estoque de imóveis residenciais novos (unidades na planta, em obras e recém-entregues) chegou a 335,3 mil unidades no fim de junho, alta de 8,2% em relação a um ano atrás. Considerando a velocidade de vendas atual, esse estoque é o suficiente para abastecer as vendas por 9,5 meses.

"A oferta final de imóveis está em uma situação muito equilibrada. Esse estoque sido coerente e saudável em relação à média das vendas dos últimos trimestres", avaliou Petrucci.

CONTADOR - BONUS

Em termos de valores movimentados, houve um recuo. Os empreendimentos lançados no segundo trimestre têm um valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 62,4 bilhões, encolhimento de 23,6% na comparação anual. Já as vendas de imóveis movimentaram R$ 66,2 bilhões, queda de 5,5%.

Segundo a CBIC, a retração nos valores se deve à maior participação dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no total de lançamentos e vendas. No programa, as unidades têm um tíquete menor, o que puxou para baixo os números gerais. O valor médio dos imóveis lançados no segundo trimestre foi de R$ 581,9 mil, enquanto um ano atrás estava em R$ 751,9 mil.

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