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Brasil e União Europeia discutem investimentos em energia, tecnologia e minerais críticos

Fórum em Brasília reuniu autoridades e empresários para debater projetos ligados à transição energética e à economia sustentável

Vitória News 24/06/2026 07:13
Brasil e União Europeia discutem investimentos em energia, tecnologia e minerais críticos
Foto; MDIC/Divulgação

A transição energética, a infraestrutura digital, os minerais críticos e as cadeias de valor sustentáveis estiveram no centro do II Fórum de Investimentos Brasil–União Europeia, realizado nesta terça-feira (23), em Brasília.

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O encontro foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela União Europeia, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). A programação reuniu autoridades brasileiras, representantes europeus, empresários, instituições financeiras e especialistas em comércio internacional.

A proposta do fórum foi ampliar o diálogo sobre investimentos produtivos entre Brasil e União Europeia, com foco em projetos capazes de combinar desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e maior integração entre os dois mercados.

Durante a abertura, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a agência busca facilitar e acelerar a chegada de investimentos estrangeiros ao Brasil, com destaque para os recursos de origem europeia.

O evento contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do comissário europeu Jozef Síkela; além de outros integrantes do governo brasileiro e da comitiva diplomática europeia.

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Um dos principais temas debatidos foi o papel do Brasil na cadeia de minerais críticos. A discussão abordou a possibilidade de o país avançar da posição de exportador de matérias-primas para um modelo com mais processamento industrial, tecnologia e agregação de valor.

O tema ganhou força em meio à demanda global por insumos usados em baterias, energia limpa, veículos elétricos, equipamentos digitais e tecnologias de baixo carbono. Para os participantes, o Brasil pode ampliar sua presença nesse mercado se conseguir atrair investimentos para etapas como processamento, refino, reciclagem e desenvolvimento tecnológico.

A programação também tratou da neoindustrialização e do comércio internacional. O Acordo Mercosul–União Europeia foi citado como um dos elementos capazes de abrir uma nova etapa nas relações econômicas entre os blocos, ao criar um ambiente mais previsível para investimentos e projetos de longo prazo.

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A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, avaliou que o acordo pode representar um marco nas relações entre os dois mercados, mas ressaltou que os resultados dependem da capacidade de governos, empresas e instituições financeiras transformarem oportunidades em projetos concretos.

Outro eixo do fórum foi a agenda Global Gateway, estratégia da União Europeia voltada ao financiamento de projetos em áreas como infraestrutura, conectividade digital, energia limpa e cadeias sustentáveis. No caso brasileiro, o debate envolveu bioeconomia, indústria verde, modernização de transportes, complexos portuários e infraestrutura digital.

O comissário europeu Jozef Síkela afirmou que a União Europeia busca apoiar cadeias de valor sustentáveis e destacou que a cooperação pretendida vai além da extração de recursos naturais, envolvendo também processamento local, refino, reciclagem e transferência de conhecimento.

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Representantes brasileiros defenderam que a atração de investimentos deve estar conectada ao fortalecimento da capacidade produtiva do país. A ministra Esther Dweck destacou a importância de melhorar o ambiente de negócios e ampliar a capacidade do Estado de apoiar o desenvolvimento econômico.

Já o ministro Márcio Elias Rosa relacionou a atração de investimentos estrangeiros à retomada da atividade econômica e à formação bruta de capital fixo, indicador considerado essencial para sustentar o crescimento do país.

O fórum também reforçou a necessidade de integração entre setor público, empresas e instituições financeiras para viabilizar projetos em áreas estratégicas. A expectativa é que o diálogo entre Brasil e União Europeia ajude a estruturar investimentos ligados à transição energética, à economia digital e à industrialização sustentável.

Para os organizadores, a aproximação entre os dois mercados pode ampliar oportunidades para empresas brasileiras e europeias, especialmente em setores considerados decisivos para a economia de baixo carbono e para a competitividade internacional nos próximos anos.

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