As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, 7, recuando das máximas recordes alcançadas na sessão anterior. O movimento ocorreu em meio à volatilidade nos juros dos Treasuries e nos preços do petróleo, além da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sinalizar a possibilidade de mais um aumento na taxa de juros ainda este ano.
O Dow Jones caiu 0,66%, em 51.179,87 pontos; o S&P 500 teve queda de 0,22%, nos 7.801,77 pontos; e o Nasdaq recuou 0,22%, encerrando em 27.538,69 pontos.
As ações dos bancos caíram em bloco na sessão, à medida que os investidores temiam que taxas de juros mais altas pudessem prejudicar a atividade de empréstimos. As ações do Goldman Sachs, Bank of America e Wells Fargo caíram mais de 1% cada. Citigroup e JPMorgan recuaram cerca de 0,5% cada.
A Caterpillar caiu 5,75% e a Deere recuou 3,8%, aprofundando a queda do Dow Jones, depois que a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, em inglês) lançou uma investigação sobre a concorrência e as práticas de negócios nas indústrias de equipamentos e tecnologia agrícola.
Os papéis de tecnologia também enfrentaram pressão devido a preocupações de que custos de empréstimos mais altos poderiam limitar a expansão da inteligência artificial (IA). As ações da CrowdStrike caíram quase 5%, enquanto a Palo Alto Networks e a Meta Platforms registraram perdas de mais de 3% e 2%, respectivamente.
A ata do Federal Reserve (Fed) divulgada nesta quarta-feira revelou que os dirigentes consideram que o movimento atual dos juros dos Treasuries foi influenciado, em parte, pela forte emissão de dívida privada destinada a financiar o desenvolvimento de infraestrutura de IA. Os rendimentos dos títulos americanos renovaram máximas não vistas em décadas durante a sessão, mas passaram a recuar após um leilão de T-notes de 10 anos que superou a média.
Para analistas da CBIC, a ata do Fed confirmou que a maioria dos dirigentes prevê mais um aumento das taxas de juros até o final do ano. "Os membros, em geral, viram riscos de alta para a inflação. Alguns avaliaram que, quanto mais tempo os preços da energia permanecessem elevados, maior seria o risco de aumentos de custos, o que poderia levar a pressões de preços mais amplas."