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Economia

Bolsa sobe e dólar cai antes de discurso de Powell

FolhaPress 06/03/2024 11:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira abriu em alta e o dólar caía na manhã desta quarta-feira (6), enquanto investidores aguardam discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) no Congresso americano, buscando pistas sobre o futuro da política de juros dos Estados Unidos. O mercado local também segue repercutindo a divulgação de resultados financeiros de companhias brasileiras.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Às 10h30, o Ibovespa subia 0,59%, aos 128.861 pontos, enquanto o dólar recuava 0,36%, cotado a R$ 4,937.

No exterior, o índice que compara o dólar a uma cesta de pares fortes caía 0,15%, com todas as atenções voltadas para Powell.

O chefe do banco central norte-americano inicia dois dias de depoimentos com uma audiência às 12h (horário de Brasília) perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA, em que atualizará os parlamentares sobre a economia e as perspectivas de cortes nos juros em um ano de eleições.

SESC PICASSO

Seus comentários virão antes do importante relatório de criação de empregos fora do setor agrícola dos Estados Unidos, de sexta-feira, que oferecerá uma visão da saúde econômica num momento em que dados fortes têm frustrado os mercados, já que podem gerar maior resistência do Fed a cortes de juros, e dados fracos têm sido recebidos com entusiasmo.

"Alguns dados americanos começaram a trazer uma certa queda na atividade econômica, ainda modesta, mas é um indicativo de que talvez o pouso [da economia] começou de fato a acontecer. Se isso for o que na fala do Powell de hoje ficar confirmado, é possível que o mercado comece a especular um corte de juros ainda no segundo trimestre", disse Thiago Lourenço, operador da Manchester Investimentos.

CONTADOR - BONUS

Na véspera, ajudando o sentimento, dados mostraram que o crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou em fevereiro.

"Uma possível queda na taxa de juros americana é benéfica para o real, porque a gente consegue manter a nossa política de corte de juros um pouco mais tranquila aqui [no Brasil]. A gente mantém o fluxo estrangeiro vindo para o real buscar taxas de juros reais ainda mais elevadas do que as americanas", diz Lourenço.

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