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Economia

Bolsa fecha estável e dólar recua com investidores à espera de dados econômicos

FolhaPress 25/03/2024 18:39

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira registrou oscilação negativa nesta segunda-feira (25), pressionada pelo desempenho negativo dos índices americanos e por recuos do setor financeiro. A alta do petróleo no exterior, no entanto, limitou as perdas do índice.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"O Ibovespa refletiu a cautela dos investidores, aparentemente estáticos enquanto aguardam os últimos resultados corporativos, a ata do Copom, que pode trazer mais informações após a mudança que deu maior flexibilidade para futuras decisões sobre a Selic, além do IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação", diz Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos.

O dólar também recuou, enquanto investidores aguardam, além da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), novas sinalizações sobre o futuro da política de juros dos Estados Unidos, incluindo discursos de diretores do banco central americano e dados de inflação.

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Com isso, o Ibovespa terminou a sessão desta segunda com recuo de 0,07%, praticamente estável aos 126.931 pontos, enquanto o dólar caiu 0,48%, a R$ 4,973.

"[O dólar] Está com a cotação próxima dos R$ 4,97, ainda em um nível bastante elevado. Parece que [a queda] é mais um movimento de correção essa queda, dado que semana passada a gente teve uma pressão mais significativa depois das decisões do Fed e do Copom aqui no Brasil", diz Cristiane Quartaroli, economista do Ouribank.

Ela cita, ainda, que a alta das commodities no exterior também pode ter colaborado para a queda do dólar ante o real, já que beneficia países exportadores, como o Brasil.

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Na semana passada, o Federal Reserve decidiu deixar sua taxa básica inalterada com a projeção de que deve cortar os juros três vezes este ano. Essa indicação levou à recomposição das apostas de que o banco central norte-americano iniciará o afrouxamento monetário em junho, depois que uma visão mais pessimista havia minado a confiança do mercado nessa possibilidade.

O próximo grande dado que pode dar contribuição à narrativa de corte de juros pelo Federal Reserve em meados do ano é o índice PCE de inflação, que será divulgado na sexta-feira.

A expectativa é de alta de 0,3% em fevereiro sobre o mês anterior e de 2,8% na base anual, com analistas dizendo que qualquer número mais alto será considerado como um revés para as apostas de um corte de juros pelo Fed em junho.

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Enquanto isso, "a ata do Copom nesta terça-feira e o IPCA-15 de março são as principais notícias do mercado local", disse Eduardo Moutinho, analista de mercado do Ebury Bank, acrescentando que a mudança no tom do Comitê de Política Monetária do Banco Central na semana passada foi fator positivo para o real.

No Ibovespa, o dia foi de pouca variação, justamente por causa da agenda econômica esvaziada nesta semana.

"O dia foi bem morno para a Bolsa Brasileira. Na falta de novidades e gatilhos nessa segunda-feira, o mercado está cauteloso com os dados econômicos da semana e ainda repercute as decisões dos bancos centrais sobre os juros na semana passada", afirma Leandro Petrokas, diretor de pesquisa e sócio da Quantzed.

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