A partir desta segunda-feira (3), os boletos bancários ganharam uma modernização significativa. Agora, além do tradicional código de barras, é possível realizar pagamentos utilizando o Pix, sistema instantâneo de transferências do Banco Central (BC). A mudança foi implementada por meio de uma resolução aprovada pelo BC em dezembro de 2023, que visa modernizar e agilizar o processo de pagamento de boletos. Uma das principais novidades é a inclusão de um código QR nos boletos, que permite ao usuário efetuar o pagamento de forma rápida e prática. Basta apontar a câmera do celular para o código e confirmar a transação via Pix. A grande vantagem é a compensação instantânea, eliminando a necessidade de esperar dias úteis para a confirmação do pagamento, como ocorre atualmente com parte dos boletos.
Outra inovação trazida pela resolução do BC é o boleto dinâmico, que promete revolucionar a forma como dívidas e títulos são negociados. No entanto, essa funcionalidade ainda depende de uma instrução normativa do Banco Central para entrar em vigor. O boleto dinâmico permitirá a transferência de titularidade de papéis quando uma dívida é comercializada, ou seja, quando o direito de cobrança muda de mãos. Segundo o BC, essa ferramenta trará mais segurança para pagamentos de dívidas representadas por títulos específicos, como a duplicata escritural, prevista na Lei nº 13.775, de 20 de dezembro de 2018. A instrução normativa definirá quais ativos financeiros poderão ser vinculados ao boleto dinâmico, garantindo que os pagamentos sejam direcionados ao legítimo detentor dos direitos. O boleto dinâmico será emitido digitalmente em sistemas autorizados pelo BC, o que assegura a destinação correta dos pagamentos automáticos. Essa medida é considerada essencial para proteger tanto o pagador quanto o credor, especialmente em operações que envolvem a negociação de títulos.
A criação do boleto dinâmico representa um avanço significativo para o sistema financeiro brasileiro, segundo o Banco Central. A ferramenta não só moderniza os processos de cobrança, mas também oferece maior segurança na negociação de títulos essenciais para o fomento de empresas, principalmente as de pequeno e médio porte. “Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que conseguirá cumprir sua obrigação de forma automática, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos”, explicou o BC em nota divulgada em dezembro.
A implementação do boleto dinâmico depende da aprovação de sistemas de escrituração ou registro que darão suporte digital a esses títulos. De acordo com o BC, a adoção da nova ferramenta deverá ocorrer em até seis meses após a aprovação de pelo menos um desses sistemas. Enquanto isso, a possibilidade de pagar boletos via Pix já está disponível e promete facilitar a vida dos consumidores, oferecendo uma alternativa mais ágil e segura para quitar obrigações financeiras.
O Pix, lançado em 2020, rapidamente se tornou um dos principais meios de pagamento no Brasil, graças à sua praticidade e velocidade. Com a inclusão dos boletos, o sistema consolida-se ainda mais como uma ferramenta essencial para transações financeiras no país. A expectativa é que a integração entre boletos e Pix aumente a adesão ao sistema e reduza o uso de métodos tradicionais, como o próprio boleto bancário. Para mais informações sobre como utilizar o Pix para pagar boletos, acesse o site do Banco Central.
Banco Central do Brasil