O mercado pecuário iniciou maio com sinais de firmeza tanto para bovinos quanto para suínos, impulsionado pela demanda aquecida e pela proximidade do Dia das Mães. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram avanço nos preços da carne bovina e maior procura por cortes suínos no atacado.
No caso da carne bovina, a carcaça casada registrou em abril a maior média real da série histórica do Cepea, iniciada em 2001. O indicador fechou o mês passado em R$ 25,23 por quilo, com alta de 3,74% em relação a março e avanço acumulado de 9,95% no primeiro quadrimestre de 2026.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a valorização foi puxada principalmente pelos cortes dianteiros e pela ponta de agulha. O dianteiro teve aumento de 5%, com média de R$ 22,55/kg, enquanto a ponta de agulha avançou 6,9%, atingindo média de R$ 21,12/kg. Já o traseiro apresentou alta mais moderada, de 3,8%.
O cenário segue sustentado pela oferta limitada de animais prontos para abate e pela demanda internacional aquecida, especialmente da China. O Cepea avalia que o comportamento das exportações e a disponibilidade de animais terminados devem continuar influenciando os preços ao longo da entressafra.
No setor de suínos, o movimento também foi de aquecimento no consumo. A proximidade do Dia das Mães elevou a procura por cortes como lombo e costela, além de favorecer carregamentos extras no atacado.
Apesar disso, os preços do animal vivo permaneceram estáveis nos últimos dias, interrompendo a sequência de quedas observada ao longo do mês. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o início de mês também contribuiu para o aumento da demanda, favorecendo o consumo doméstico.
Para as próximas semanas, a expectativa do Centro de Pesquisas é de manutenção dos preços ou até novas altas no mercado do suíno vivo, caso o ritmo de consumo continue aquecido.