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Economia

Benefícios sociais garantem rendimento médio recorde de R$ 836 em 2024

Vitória News 08/05/2025 12:43
Os programas sociais no Brasil, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), têm mostrado um crescimento expressivo nos rendimentos das famílias, alcançando um valor médio recorde de R$ 836 em 2024. Este aumento de 72,7% nos rendimentos, comparado a 2019, é o maior desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8). A Pnad Contínua, que realiza um levantamento periódico sobre os rendimentos dos brasileiros, revela que os benefícios sociais têm desempenhado papel fundamental no aumento da renda da população. Em 2024, 9,2% da população, o que equivale a 20,1 milhões de pessoas, são beneficiados por programas sociais, um aumento significativo em relação aos 6,3% em 2019, ano anterior à pandemia. O valor médio de R$ 836 é o maior da série histórica, superando os R$ 818 de 2023, o que representa um crescimento de 2,2%. Quando comparado com os R$ 484 de 2019, o aumento é de impressionantes 72,7%. Este avanço reflete a ampliação da cobertura e dos valores dos benefícios, com destaque para o Bolsa Família, que continua a ser o principal programa de transferência de renda no país. Rendimento domiciliar e o papel dos programas sociais Em 2024, o rendimento mensal real domiciliar per capita, considerando todas as fontes de renda, ficou em R$ 2.020. Desse total, 74,9% provêm do trabalho, enquanto os programas sociais representam apenas 3,8% desse rendimento. No entanto, o impacto desses programas é mais expressivo nas regiões Norte e Nordeste, onde a participação dos benefícios sociais é mais elevada do que a média nacional: 8,2% no Norte e 9,4% no Nordeste. Nessas regiões, o Bolsa Família representa cerca de um terço dos rendimentos provenientes de programas sociais. No Norte, ele responde por 32,7%, enquanto no Nordeste esse valor chega a 34,6%. O programa é fundamental para garantir a sobrevivência de famílias em áreas com baixos rendimentos, como é o caso do Nordeste, onde a Pnad revela que o valor médio per capita dos 40% mais pobres é de apenas R$ 408. Desigualdade regional e o impacto dos benefícios sociais O aumento dos rendimentos proporcionado pelos benefícios sociais também revela desigualdades regionais. A Região Sul, por exemplo, teve o maior crescimento no valor médio dos benefícios de programas sociais, atingindo R$ 939 em 2024, impulsionado, em parte, pelos programas temporários criados para ajudar as vítimas das enchentes ocorridas no estado. Já nas demais regiões, como o Sudeste e o Centro-Oeste, o valor médio dos benefícios foi de R$ 765 e R$ 757, respectivamente, enquanto a Região Norte apresentou os menores valores, com R$ 444. No entanto, o analista do IBGE, Gustavo Fontes, destaca que, apesar do aumento significativo nos rendimentos dos beneficiados, o valor médio dos domicílios que recebem o Bolsa Família ainda é bem inferior ao dos domicílios que não recebem o benefício. Comparativo de rendimentos A diferença entre os rendimentos das pessoas que recebem benefícios sociais e aquelas que não recebem é evidente. De acordo com a Pnad, enquanto o rendimento médio mensal por pessoa de quem recebe Bolsa Família é de R$ 717, aqueles que não recebem o benefício têm um rendimento médio de R$ 2.424. Este aumento de 53,9% nos rendimentos dos beneficiários do Bolsa Família desde 2019, quando o valor médio era de R$ 466, reflete as melhorias no mercado de trabalho e os ajustes no valor dos benefícios. Porém, ainda persiste uma grande disparidade, com os rendimentos dos beneficiários representando menos de 30% dos rendimentos dos não beneficiários. Fontes ressalta que os dados da Pnad indicam que o Bolsa Família tem cumprido seu papel de garantir uma fonte de renda para aqueles em maior situação de vulnerabilidade social, apesar das diferenças ainda evidentes entre as classes sociais no Brasil.
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