A aviação civil brasileira alcançou um marco inédito em março de 2025, registrando mais de 10,2 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais. Este número representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2000.
Crescimento nos mercados doméstico e internacional
No mercado doméstico, foram transportados 7,9 milhões de passageiros, um aumento de 5,9% em comparação a março de 2024. A demanda, medida em passageiros por quilômetro transportado (RPK), cresceu 9,5%, enquanto a oferta, em assentos por quilômetro oferecido (ASK), teve alta de 8,9% .
Já o mercado internacional apresentou um desempenho ainda mais expressivo, com 2,3 milhões de passageiros, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este foi o 48º mês consecutivo de aumento na movimentação internacional, iniciada em abril de 2021.
Aumento nas decolagens e rotas mais movimentadas
O número de decolagens também atingiu um recorde para o mês de março, com mais de 13,3 mil voos realizados, representando um aumento de 15% em relação a março de 2024
As rotas internacionais mais operadas concentraram-se na América do Sul, com destaque para a rota Guarulhos–Buenos Aires, que registrou 746 voos no mês. Outras rotas de destaque incluem Santiago–Guarulhos, Galeão–Buenos Aires e Santiago–Galeão .
Transporte de cargas em alta
O transporte aéreo de cargas também apresentou resultados positivos. Foram movimentadas 116 mil toneladas em março, o melhor desempenho para o mês nos últimos 25 anos. Desse total, 77,3 mil toneladas foram destinadas ao mercado internacional, um aumento de 4,5% em relação a março de 2024. No entanto, o transporte de cargas domésticas registrou uma redução de 7,3%, totalizando 39,1 mil toneladas
Impacto econômico e investimentos
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o crescimento do setor aéreo tem gerado benefícios significativos para a economia do país, especialmente na geração de emprego e renda.
"Os números são excepcionais e reforçam que o setor aéreo tem crescido de acordo com a economia do país. O resultado representa um acréscimo de quase 800 mil turistas na aviação apenas no mês de março. Se considerarmos os dados do primeiro trimestre, são 2,3 milhões de viajantes a mais inseridos na aviação brasileira. Isso representa mais emprego, desenvolvimento econômico das cidades e aumento da renda do nosso povo", destacou.
O Secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, atribuiu os resultados positivos aos investimentos públicos federais realizados nos últimos dois anos.
"São números animadores, que atestam não só a economia brasileira aquecida, como também refletem os investimentos que o Governo Federal vem realizando na aviação civil, com a recuperação de aeroportos e melhorias na infraestrutura do setor. Temos mais brasileiros voando, mais cargas sendo transportadas e maior oferta de assentos, o que gera mais empregos, renda e oportunidades para os brasileiros", pontuou.
Perspectivas futuras
Com o setor aéreo em franca expansão, as perspectivas para os próximos meses são otimistas. A continuidade dos investimentos em infraestrutura e a recuperação econômica devem manter o ritmo de crescimento, consolidando o Brasil como um dos principais mercados de aviação civil na América Latina.