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Economia

Argentina e Brasil são parte da solução para a transição energética, diz chanceler de Milei

FolhaPress 16/04/2024 13:27

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Argentina, o Brasil e os países do Mercosul como um todo poderão ser a solução para alguns dos principais problemas mundiais atuais, como transição energética e segurança alimentar, disse nesta terça-feira (16) a chanceler argentina Diana Mondino em São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Na sede da Fiesp (Federação das Indústrias de SP), a ministra de Relações Exteriores do governo Javier Milei voltou a defender a manutenção do Mercosul, como havia feito em entrevista à Folha. Ela chegou ao país no domingo (14) para a primeira visita bilateral sob nova gestão argentina.

Segundo a chanceler, não há qualquer intenção de romper com o bloco, que foi alvo de críticas de Milei durante a campanha, mas é necessário mudar o nível de relacionamento entre os países.

"O Mercosul tem 32 anos e nunca mudou, mas o mundo mudou. As empresas mudaram, e o acordo, não. É essencial que tenhamos outros elementos, como o trânsito de bens e de pessoas entre os países. Hoje não temos tratamento especial entre os países", disse. "Tudo isso precisa mudar."

Mondino também afirmou que a Argentina agora tomou um novo rumo, apoiado principalmente no que considera ser a capacidade do país de ser a solução para problemas mundiais. "Junto com o Brasil, porque temos a mesma situação."

Segundo a chanceler, os países podem ampliar a capacidade de retenção de carbono, além da produção de energia de matriz limpa. Na frente de segurança alimentar, a produção de proteínas animais colocaria Brasil e Argentina em um outro patamar no comércio mundial.

SESC PICASSO

"Temos um capacidade absolutamente extraordinária na produção de proteínas, que, se tivessem menos restrições do lado de nossos compradores, poderíamos alimentar praticamente o mundo todo."

Em um aceno aos industriais presentes –estavam no encontro presidentes de sindicatos da indústria e integrantes do conselho da Fiesp–, Mondino defendeu ainda que os países trabalhem com a indústria de tecnologia.

"Temas que têm sido trabalhados aqui, falamos de indústria, mas de indústria 4.0", disse. "Temos condições de dar um salto tecnológico." Segundo a chanceler, há possibilidade de apoio mútuo em áreas como turismo, mineração e florestas.

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Diana Mondino não falou com jornalistas ao fim do evento na Fiesp, onde almoçou com empresários e industriais. Na véspera, a chanceler esteve com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ministra de Relações Exteriores da Argentina respondeu a algumas perguntas de empresários que participaram do encontro e disse que a intenção do governo Milei é desburocratizar a relação entre os dois países em diversas frentes, entre elas o comércio de açúcar e fertilizantes.

"Não posso mudar o passado, mas posso trabalhar para que ele não volte a se repetir", disse a chanceler.

Também no encontro, Daniel Funes de Rioja, presidente da UIA (União Industrial Argentina), afirmou estar convencido de que as indústrias dos dois países têm um caminho comum a ser percorrido.

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