Milho avança para R$ 67,39, enquanto açúcar sobe em São Paulo e recua nas negociações para exportação em Santos
Os preços dos cafés arábica e robusta abriram esta quinta-feira (20) em queda, enquanto milho e açúcar cristal no mercado paulista registraram valorização.
O café arábica recuou 0,59%, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.804,65. Apesar da baixa diária, a commodity ainda acumula valorização de 3,47% em agosto.
Na sessão anterior, o arábica havia alcançado R$ 1.815,45 após uma alta de 1,72%. Nos últimos dias, as cotações têm oscilado próximas da faixa de R$ 1,8 mil por saca.
O café robusta apresentou queda mais acentuada, de 1,16%, passando de R$ 1.075,11 para R$ 1.062,69 por saca de 60 quilos.
Diferentemente do arábica, o robusta acumula resultado negativo no mês. A retração em agosto chega a 2,73%.
No mercado de açúcar, o comportamento foi diferente conforme a praça de negociação. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do cristal branco subiu 0,22% e chegou a R$ 102,49.
A valorização mensal do produto já alcança 12,01%, depois de uma sequência recente de altas.
No porto de Santos, referência para o açúcar destinado à exportação, o movimento desta quinta foi de correção. A cotação média sem impostos caiu 0,82%, para R$ 125,21.
Mesmo com a queda no dia, o açúcar negociado em Santos apresenta uma das maiores valorizações entre os produtos acompanhados, acumulando avanço de 17,80% em agosto.
O milho também manteve trajetória positiva. A saca de 60 quilos avançou 0,28%, de R$ 67,20 para R$ 67,39.
Com o novo aumento, o cereal acumula alta de 3,28% no mês. Desde 14 de agosto, quando estava em R$ 66,35, o indicador vem registrando avanços consecutivos.
Entre os cafés, arábica e robusta pertencem a espécies diferentes. O arábica é da espécie Coffea arabica, enquanto o conilon e o robusta pertencem à espécie Coffea canephora. No Brasil, o Espírito Santo se destaca como principal polo produtor de conilon, enquanto Minas Gerais concentra grande parte da produção de arábica.
As cotações desta quinta mostram, portanto, pressão sobre os cafés, avanço moderado do milho e movimentos distintos para o açúcar entre o mercado interno paulista e as negociações para exportação.