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Economia

Aneel retira reajustes tarifários da Energisa da pauta do dia 7 após pedido da empresa

Estadão Conteúdo 06/04/2026 16:57

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) retirou da pauta da reunião de diretoria marcada para a terça-feira, 7, os processos sobre os reajustes tarifários anuais da Energisa Mato Grosso (EMT) e Energisa Mato Grosso do Sul (EMS). Pelos contratos, os novos valores deveriam passar a vigorar na quarta-feira, 8.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A retirada dos processos da pauta atende a um pedido da Energisa. A companhia enviou carta manifestando interesse na postergação da decisão sobre os reajustes tarifários tendo em vista as tratativas em andamento no governo federal para a avaliação de alternativas que mitiguem os impactos de reajustes tarifários aos consumidores neste ano.

Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo avalia a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O foco nas concessionárias dessas regiões ocorre diante da perspectiva de menor reajuste esperado para o Norte e Nordeste em função de uma repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas.

SESC PICASSO

A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste.

Outros reajustes

Além dos processos da Energisa agora retirados de pauta, também está prevista a deliberação, na terça-feira, dos reajustes tarifários da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), cujos consumidores devem ser beneficiados pela repactuação do UBP, e da CPFL Paulista. Os diretores também devem decidir sobre a revisão tarifária periódica da CPFL Santa Cruz.

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No caso da CPFL Paulista, houve um pedido de diferimento das tarifas em relação ao aumento inicialmente calculado pela Aneel, da ordem de 18%. A concessionária apresentou uma proposta de diferimento tarifário que resultasse em efeito médio de 8%, prevendo a recuperação do valor diferido nos processos de 2027 a 2029, com a condição de recuperação dos custos financeiros para captação dos recursos pela distribuidora.

A CPFL Santa Cruz também apresentou à Aneel proposta de alternativa para a revisão tarifária, mas os detalhes foram mantidos sob sigilo. Entre as informações disponíveis ao público está apenas a sinalização dada pela empresa que, na eventualidade de não ser acatada a alternativa apresentada, seja feito o processamento regular de sua revisão tarifária.

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