O mercado agropecuário do Espírito Santo inicia esta quinta-feira com pressão sobre as cotações do café, estabilidade nos grãos e movimento moderado nas proteínas animais, acompanhando o comportamento dos principais indicadores nacionais.
No café, principal produto da agropecuária capixaba, o movimento é de queda. O café arábica registra recuo de 2,03%, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.931,50 no mercado de referência paulista. O café robusta, base da produção do Espírito Santo, apresenta desvalorização de 1,46%, sendo negociado a R$ 1.079,10. As perdas refletem ajustes técnicos e menor ritmo de compras no curto prazo, após semanas de volatilidade.
No mercado de grãos, a soja segue em leve baixa no Sul do país, cenário que influencia o mercado capixaba por meio da cadeia de ração animal. No interior do Paraná, a saca de 60 quilos é negociada a R$ 118,69, enquanto em Paranaguá o preço é de R$ 124,34. O trigo apresenta alta no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul, mantendo impacto limitado sobre os custos no Espírito Santo.
O milho, insumo estratégico para a produção de aves e suínos no estado, apresenta leve valorização. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 66,44, com alta diária de 0,24%, indicando ajuste pontual no mercado interno.
Entre as proteínas animais, o boi gordo registra valorização. A arroba é negociada a R$ 333,25 em São Paulo, referência para o mercado capixaba, refletindo maior firmeza nos preços do gado pronto para abate.
O mercado de frango apresenta recuperação. O frango congelado é negociado a R$ 6,96, com alta de 0,87%, enquanto o frango resfriado sobe para R$ 7,02, ambos com reflexos diretos sobre o abastecimento e a formação de preços no Espírito Santo.
No segmento suinícola, os preços seguem estáveis. A carcaça suína especial é negociada a R$ 10,81 por quilo na Grande São Paulo, enquanto o suíno vivo mantém estabilidade nos principais estados produtores, cenário que sustenta equilíbrio no mercado capixaba.
O quadro desta quinta-feira indica pressão sobre o café, especialmente o robusta, estabilidade nos grãos e sinais de recuperação nas proteínas, compondo um cenário de ajustes no agro capixaba.