Rede de adidos agrícolas atua em negociações comerciais, exigências sanitárias e abertura de oportunidades para produtos do Brasil no exterior.
A expansão das exportações do agronegócio brasileiro e a abertura de novos mercados foram tema de uma reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e os 39 adidos agrícolas do Brasil que atuam no exterior. O encontro, realizado por videoconferência na segunda-feira (15), tratou de negociações internacionais, acesso a mercados e presença brasileira em organismos multilaterais.
Desde 2023, a rede de adidos agrícolas contribuiu para a abertura de 639 mercados e para mais de 250 ampliações de acesso a produtos agropecuários brasileiros. O resultado é considerado estratégico para o setor, que depende cada vez mais de negociações técnicas, regras sanitárias e acordos comerciais para manter e ampliar sua presença internacional.
Os adidos agrícolas são servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária lotados em representações diplomáticas brasileiras. Eles prestam apoio técnico em temas ligados ao agronegócio, acompanham exigências sanitárias e regulatórias, identificam oportunidades comerciais e atuam na promoção da imagem do Brasil em outros países.
Durante a reunião, representantes da rede apresentaram um panorama das regiões e mercados sob sua responsabilidade. A atuação nos Estados Unidos, Canadá e México foi destacada pela relevância desses países para as exportações brasileiras. Juntos, eles formam um mercado integrado e têm peso importante tanto nas relações comerciais quanto nas regras sanitárias e regulatórias que afetam o setor.
A presença brasileira em organismos internacionais também foi discutida. Parte dos adidos acompanha debates em fóruns como a Organização Mundial do Comércio, a Organização Mundial de Saúde Animal, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a Organização Internacional do Café e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, além de manter diálogo com instituições como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Esse acompanhamento permite ao Brasil monitorar medidas que possam impactar o comércio internacional de produtos agropecuários, antecipar mudanças regulatórias e ampliar a participação do país em discussões sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e defesa agropecuária.
A atuação no continente africano também foi mencionada como uma frente de cooperação. Segundo os relatos apresentados na reunião, o Brasil é visto em diferentes países não apenas como fornecedor de alimentos, mas também como parceiro em temas como agricultura tropical, produção em áreas de savana, recuperação de solos, pesquisa pública, cooperativismo e agricultura familiar.
O Egito foi citado como um mercado relevante para produtos brasileiros como carnes, cereais, açúcar, lácteos, café e insumos agropecuários. A China também apareceu entre os mercados estratégicos acompanhados pela rede, especialmente pela importância do país asiático para as exportações do agronegócio nacional.
A coordenação dos adidos agrícolas é feita pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, que atua como elo entre o Ministério da Agricultura, o Ministério das Relações Exteriores, o setor produtivo e os parceiros internacionais. O objetivo é dar suporte técnico às negociações e fortalecer a diplomacia agropecuária brasileira.
Ao fim da reunião, representantes do ministério destacaram que a rede de adidos tem papel importante na defesa dos interesses do Brasil no exterior, na construção de confiança com parceiros comerciais e na ampliação de oportunidades para o agronegócio nacional.
Com informações do Br61