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Agro Brasil Semanal: soja e açúcar puxam alta das cotações

Paranaguá chega a R$ 154,63, arábica supera R$ 1,82 mil e milho mantém sequência de valorização; boi gordo encerra período perto da estabilidade

Vitória News 21/08/2026 06:19
Agro Brasil Semanal: soja e açúcar puxam alta das cotações
Imagem gerada por IA/VN

O mercado agropecuário encerra a semana com predomínio de alta entre os principais grãos e produtos agrícolas acompanhados. Soja, açúcar, café e milho avançaram, enquanto o boi gordo oscilou pouco e as principais referências do frango permaneceram praticamente estáveis.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A soja teve um dos movimentos mais consistentes. No interior do Paraná, a saca de 60 quilos chegou nesta sexta-feira (21) a R$ 146,24, após alta diária de 1,53%. Em Paranaguá, o avanço foi ainda maior, de 1,97%, elevando a referência para R$ 154,63.

Na comparação com as cotações de sexta-feira passada (14), a soja acumulou ganho de aproximadamente 3,6% no Paraná e de 3,8% em Paranaguá. No mês, as valorizações já chegam a 6,53% e 6,71%, respectivamente.

O trigo também terminou o período em terreno positivo. No Paraná, a tonelada ficou praticamente estável no dia, a R$ 1.444,03, mas avançou cerca de 1,6% em relação aos R$ 1.421,62 registrados no dia 14. No Rio Grande do Sul, o preço chegou a R$ 1.326,73 por tonelada, com alta semanal próxima de 0,5%.

SESC PICASSO

O açúcar foi outro destaque. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do cristal subiu 1,83% na última sessão e alcançou R$ 104,37. Em uma semana, o avanço foi de aproximadamente 6,6%, já que o produto estava em R$ 97,90 na sexta-feira anterior.

Nas negociações para exportação em Santos, o açúcar atingiu R$ 126,01, alta diária de 0,64%. Frente aos R$ 120,26 registrados no dia 14, a valorização semanal ficou próxima de 4,8%. No acumulado de agosto, o indicador registra expressivos 18,55% de alta.

O café também fechou a semana em recuperação. O arábica avançou 0,94% e chegou a R$ 1.821,66 por saca de 60 quilos. Em relação à sexta-feira passada, quando valia R$ 1.794,15, o ganho foi de cerca de 1,5%.

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O robusta terminou cotado a R$ 1.066,15, depois de subir 0,33% no dia. Na semana, o preço avançou aproximadamente 1,6%, embora ainda acumule queda de 2,42% em agosto.

O milho manteve uma sequência positiva e chegou a R$ 67,74 por saca de 60 quilos, com alta diária de 0,52%. Desde a última sexta-feira, quando estava a R$ 66,35, o cereal valorizou cerca de 2,1%. No mês, a alta acumulada alcança 3,82%.

Entre as proteínas animais, o boi gordo teve comportamento bem mais contido. A arroba em São Paulo subiu 0,25% nesta sexta-feira e foi negociada a R$ 345,70. Mesmo com a reação mais recente, ainda está ligeiramente abaixo dos R$ 346,75 observados no dia 14, uma diferença negativa próxima de 0,3%.

O frango praticamente não saiu do lugar. O congelado terminou a R$ 7,17 por quilo e o resfriado a R$ 7,18. Em comparação com a sexta-feira anterior, ambos recuaram apenas dois centavos.

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A carcaça suína especial também apresentou estabilidade na última sessão, a R$ 7,38 por quilo. Frente aos R$ 7,33 de uma semana atrás, porém, houve pequena valorização, de aproximadamente 0,7%.

No suíno vivo, Santa Catarina apresentou a maior recuperação semanal entre os mercados acompanhados. O preço passou de R$ 4,52 para R$ 4,65 por quilo, avanço próximo de 2,9%. Minas Gerais terminou a R$ 5,05, Paraná a R$ 4,67 e Rio Grande do Sul a R$ 4,70.

São Paulo destoou desse movimento. O suíno vivo caiu de R$ 5,06 para R$ 4,95 por quilo entre as duas sextas-feiras, retração de aproximadamente 2,2%.

O fechamento semanal mostra, assim, maior força nas commodities agrícolas. Açúcar e soja lideraram os ganhos, café e milho também avançaram e o mercado de carnes terminou com movimentos bem mais moderados, deixando o boi gordo praticamente estável no período.

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