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Agibank tem lucro líquido de R$ 186,5 milhões no 1º trimestre; queda anual é de 47,7%

Estadão Conteúdo 05/05/2026 18:09

O Agibank (Agi), focado em crédito consignado, reportou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa queda de 47,7% em relação a igual período de 2025 e de 13,2% ante o trimestre imediatamente anterior.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) ficou em 26,01%, ante 45%% um ano antes. As receitas totais do Agibank somaram R$ 2,996 bilhões no primeiro trimestre, alta anual de 23,6%.

O neobanco fechou março com carteira de crédito de R$ 35,5 bilhões, alta de 30,3% em 12 meses e de 1,8% no trimestre. Desse total, 87%% é de crédito com garantia, como o consignado. A carteira de crédito consignado somou R$ 27,008 bilhões, alta de 35,8% na comparação anual. A do consignado do INSS subiu 30,5%, a R$ 25,758 bilhões.

Segundo a companhia, na comparação anual, a originação de crédito foi 30,9% inferior à registrada no mesmo período de 2025, impactada por eventos temporários e não recorrentes que interromperam a concessão de novos empréstimos consignados do INSS desde o início de dezembro de 2025 até meados de janeiro de 2026.

SESC PICASSO

"Vale destacar que essa dinâmica não foi específica do Agi, refletindo, de forma mais ampla, disrupções observadas em todo o mercado, decorrentes de processos relacionados ao INSS e da implementação de novos requisitos regulatórios, que elevaram temporariamente as fricções operacionais e afetaram os volumes de originação em todo o setor", afirma a empresa no balanço.

A taxa de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 3,6% no primeiro trimestre, ante 3,7% no quarto trimestre de 2025 e 2,9% no primeiro trimestre de 2025.

Clientes

Em número de clientes, o Agibank fechou março com 7,06 milhões, expansão anual de 52,6%. Entre os indicadores de capital, o índice de Basileia, que mede a solvência e mostra a capacidade de expansão no crédito, ficou em 19,3%, acima dos 11% exigidos pelo Banco Central. Ao fim do primeiro trimestre de 2025, o indicador estava em 15,3%.

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"A melhora observada no primeiro trimestre reforça a nossa convicção de que nossa tese de longo prazo permanece intacta. Após disrupções temporárias no segundo semestre do ano passado, nosso negócio demonstrou uma trajetória clara de recuperação", afirma o CEO do Agibank, Marciano Testa, no release de resultados.

Após a divulgação do balanço, a ação do banco, que abriu capital no começo deste ano, subia 6,39% no after hours da Bolsa de Nova York, às 17h41 de Brasília. No pregão normal caiu 3,52%.

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