Café, açúcar e produtos agroindustriais estão entre os setores com potencial de ganho
O avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia também desperta atenção do setor agrícola do Espírito Santo. O tratado prevê redução gradual de tarifas e ampliação do acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu, o que pode gerar oportunidades para cadeias produtivas já consolidadas no estado.
Entre os segmentos com maior potencial estão o café, especialmente o conilon, além de produtos agroindustriais com valor agregado. A abertura de mercado tende a favorecer exportadores capazes de atender aos padrões sanitários, ambientais e de rastreabilidade exigidos pela União Europeia.
Ao mesmo tempo, o acordo impõe desafios regulatórios. O atendimento às exigências ambientais e técnicas europeias pode demandar investimentos adicionais em certificação, controle de origem e adequação de processos produtivos, especialmente para pequenos e médios produtores.
A eventual entrada em vigor do tratado dependerá da ratificação legislativa nos países envolvidos. Até lá, agentes do agronegócio capixaba acompanham o andamento do processo e avaliam estratégias para ampliar competitividade e acesso a novos mercados.
Acordo Mercosul–UE: impactos no agronegócio
| OPORTUNIDADES | RISCOS E DESAFIOS |
|---|---|
| Ampliação do acesso ao mercado europeu | Exigências ambientais mais rigorosas |
| Redução gradual de tarifas de importação | Custos adicionais de adequação |
| Diversificação de destinos de exportação | Pressão sobre pequenos produtores |
| Maior previsibilidade comercial | Concorrência com produtores europeus |
| Estímulo a investimentos no agro | Fiscalização e rastreabilidade mais rígi |