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Abra seu coração para acordo com o Mercosul, diz Lula a Macron

FolhaPress 05/06/2025 10:04

PARIS, None (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5) que deseja concluir o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia ainda neste ano, com o Brasil na presidência rotativa do bloco sul-americano no segundo semestre, e pediu ao presidente da França, Emmanuel Macron, que "abra o coração" para a possibilidade do acordo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Lula disse ao Macron que não sairá da presidência temporária do Mercosul, que ele assume em breve por seis meses, sem que saia o acordo UE-Mercosul. "Abra seu coração para o acordo com o Mercosul".

Falando em declaração à imprensa ao lado de Macron, em Paris, Lula também defendeu que o acordo comercial entre os dois blocos seria a melhor resposta diante do retorno do unilateralismo no mundo. O presidente francês tem sido um dos principais opositores ao acordo.

Em resposta ao pedido de Lula, Macron disse que a França é a favor do livre comércio, mas que vê riscos à agricultura europeia.

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"A França é a favor do livre comércio. Mas este acordo no momento estratégico que vivemos cria um risco para a agricultura da Europa. Nós pedimos a nossos agricultores que mudassem suas práticas, mas os países do Mercosul não estão no mesmo nível regulamentar. Eu não teria como explicar a nossos agricultores. Temos que melhorar esse acordo", disse.

Hoje, o acordo entre os blocos prevê uma redução de tarifas do Mercosul que, a depender do setor, pode ser imediata ou gradual ao longo de prazos que variam de 4 a 15 anos (com exceções para o setor automotivo). Segundo o governo Lula, o acordo cobre aproximadamente 91% dos bens das importações brasileiras de produtos da UE.

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Para a União Europeia, a liberação é prevista de forma imediata ou gradual em prazos que variam de 4 a 12 anos. Os produtos afetados correspondem a aproximadamente 95% dos bens brasileiros exportados ao bloco europeu.

O tratado tem resistência da França, que teme principalmente prejuízos para seus agricultores, e deve atingir um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas.

Com Reuters

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